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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A via do diálogo e um desafio

O Cardeal Maria Martini, antigo cardeal de Milão, falecido recentemente, proponha um caminho para este panorama assustador que nos persegue, a via do diálogo. E o facto, do sepulcro estar vazio é um bom sinal, exactamente, por onde começa o Cristianismo. A vida venceu o medo e derrotou o abismo do sofrimento e da morte. Todos são convocados para encetar caminhos de progresso humano para todos.
O medo e a desorientação geral não podem ter a última palavra nem podem ser motivo de derrota final. Devem isso sim, ser uma possibilidade de redenção que nos junte a todos e que dessa forma se imaginem novos modelos e novas formas de vida que nos orientem para a verdade da felicidade.
A desresponsabilização pessoal que vivemos, que leva a que cada um não se sinta sujeito do que faz e do que é, parece fazer alguma confusão. Porém, não nos podemos deixar vencer. É preciso, é urgente não se demitir da sua história pessoal e cada um deve ser capaz de enveredar pelas vias da salvação.
A abundância de notícias sobre a muita insegurança que se vive; a violência quotidiana que parece conviver com todos em cada esquina da vida; a exclusão social dos emigrantes vindos de tantos lugares do mundo; a tendência generalizada para o egoísmo que desemboca em integralismos desumanos, muitas vezes, com pontos de vista muito vincados; a teimosia das máfias que parecem dominar o mundo com redes secretas do comércio ilegal, tanto de drogas e tanto de seres humanos; a fome que se senta à mesa de tantas famílias; o desemprego que faz desesperar tantas pessoas...
A complexidade do mundo, deverá ser um desafio para todos. E é diante desta diversidade e multiplicidade positiva e negativa, que todos são chamados para acções concertadas em favor do bem comum. Chega de pessimismos e medos desnecessários. Que cada um seja capaz de dar largas à sua imaginação e se faça um verdadeiro construtor de alternativas boas em favor da felicidade da humanidade toda. Um desafio!

sábado, 12 de janeiro de 2013

Neste chão que passo

Poetando um singelo escrevinhar em qualquer momento...

Um espaço faz-se no chão
Porque celebro no pão
A fé que na educação
Uns pais que na pobre devoção
Ofereceram-me em sentida oração.

Nesse chão fiz passos a caminhar
Nunca me deixei perturbar
Nem muito menos enveredar
Por estreitas formas de pensar
Ó sorte que é a liberdade de puder andar.

Neste feliz pensamento
Não vejo na paisagem tormento
Mas antes poder e alento
Para fazer do sonho deste momento
O desejo do bem trazido pelo vento.

Nesta consciência do bem
Nunca desejei para ninguém
Senão paz e saúde o que convém
Para que por mim vá sempre além
A justiça que de Deus vem.

Assim sou feliz nesta história
Feita de altos e baixos com memória
Até ao dia final da maior vitória
Da plenitude consagrada na glória.

Eis isto e muito mais no sublime
E em todo o perdão se redime
A inimizade que reprime
A oferta que no abraço se define.

José Luís Rodrigues