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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Isto está bom... Está!

«No início de um novo ano, passadas as festas natalícias, reencontramo-nos com os problemas que entretanto tinham ficado esquecidos ou, pelo menos aparentemente, estavam em suspenso. Assim, no quadro dos resultados das últimas eleições, há quem tema a instabilidade e mesmo a ingovernabilidade do país. Está aí, ameaçador, o défice das contas públicas. A dívida externa, ouço de quem sabe, pode tornar-se incomportável. E lembram a Grécia.
Há declarações temíveis de especialistas insuspeitos: a Justiça estava melhor no tempo do anterior regime. Ora, quando a Justiça não é eficaz nem célere, é de temer o pior. É insuportável o clima de desconfiança e suspeição reinante. Há corrupção, activa e passiva, e o sentimento de uma democracia triste e impotente.
Causa justa satisfação reconhecer nichos de excelência no domínio da investigação e do ensino. Mas quem, responsavelmente, se atreverá a dizer que é globalmente boa a situação da educação?
Os números do desemprego sobem assustadoramente, e ninguém sabe quando começarão a cair. O abismo entre os muito ricos e os muito pobres é intolerável, e é arrepiante saber que há milhares de idosos a passar abandono e fome e à espera de um lugar num lar do Estado. É por simples alarmismo que se deve advertir para o perigo de um tsunami social?»
in por ANSELMO BORGES, Jonas e Cassandra, Diário de Notícias de Lisboa 17 de Janeiro 2010
Nota do autor do blog: O título é nosso.

1 comentário:

José Ângelo Gonçalves de Paulos disse...

P.José Luís o país está doente e as comparações como antigo regime deitam-me por terra. É verdade que a Justiça está lenta e são sempre os réus-pobres que pagam setenças muitas vezes incruéis. Juízes que tiveram sebentas do antigamente e que, são incompreensíveis com aqueles que são mais vítimas do que culpados da sociedade. Penso muito nas acções de despejo, sem saber por onde ir, o tribunal sentencia essa acção e as pessoas ficam na rua com crianças´, deficientes ou idosos. Esta nefasta lei deveria ser alterada. Só deveria ir para rua quem tem para onde ir e ser alojadas. O direito à moradia é um imperativo constitucional que nem sempre é respeitado. Por canseguinte, quem deveria ser punido era o Estado porque não cumpre a Lei.

Mas Portugal está assim por causa dos políticos que tem. São todos uns medíocres. Mesmo esta lei que foi proposta e aprovada pela Assembleia da República pela maioria de esquerda, não deveria ter prioridade sobr os problemas mais prementes. Refiro-me à lei que proteje os casamentos gays. Ninguém é recriminado por ser gay, por conseguinte o "casamento", embora civil, não era urgente a sua aprovação. O direito ao emprego, saúde, moradia, saneamento básico, educação, tem valências urgentíssimas sobre essa que está ser motivo de discussão pública. Aceito que as pessoas tenham direito a optar por viver como quiser e com quem quiser, mas transformar isso num caso nacional,ou, social pelo amor de Deus. A única coisa que embirro é a palavra "casamento". De resto, cada um faça do seu corpo e da sua vida o melhor que lhe aprouver, desde que não ponha em causa a boa moral dos outros. Não gosto de manifestações gays porque acho-as provocatórias. Não estou a ver os hetero a se exporem cupidamente na rua.Haja pudor.E bom senso.