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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Felizmente há luar

A não perder por estes dias a peça de teatro «Felizmente há luar», levada à cena pelo grupo cénico Contigo-Teatro no Teatro Baltazar Dias. Denuncia uma aliança terrível entre poder político e religioso para levar à morte o pretenso sublevador do povo, o general Gomes Freire. O autor da peça é Luís de Sttau Monteiro, que denuncia a opressão vivida na época do regime salazarista através desta época particular da história. Assim, o recurso à distanciação histórica e à discrição das injustiças praticadas no início do século XIX, permitiu-lhe, também, colocar em destaque as injustiças do seu tempo, o abuso de poder do Estado Novo e as ameaças da PIDE, entre outras. Especialmente, a grande hipocrisia que o poder político e a Igreja Católica apresentavam face à imposição da trilogia Deus, Pátria e Família. O povo era mantido na maior pobreza, para ser objecto de todas as artimanhas e servido às migalhas para alívio das consciências da sociedade mais abastada.
JLR

4 comentários:

Marilu disse...

Querido amigo, linda postagem. Beijocas

Espaço do João disse...

Meu Caro Amigo.
Já não sei que dizer.
A Democracia, é um bem a não perder. Dizia uma Rainha da nossa história que valia a pena ser "Rainha" por um dia do que ser "Duquesa" para toda a vida. Mas, senão vejamos. Estamos a caminhar a passos largos para a total degradação do ser humano.
A Miséria, grassa por tudo que é canto.
As leis só são para serem cumpridas pelos honestos.
Os presos dão-se ao luxo de serem melhor tratados que os sem abrigo, os idosos ou os doentes
A justiça actua e brada pela defesa dos malfeitores
Rouba-se e mata-se por dá cá aquela palha
É caso para perguntar:- QUUO-VADIS?

Um abraço J.S.

José Luís Rodrigues disse...

Caro amigo João. Claro que se perverteu a Democracia, embora continuo a achar que é o melhor dos sistemas até agora experimentados.Sabe amigo, não haverá nada, mesmo nada que seja ideal neste mundo enquanto a humandiade não perceber que a maior riqueza são os valores que estão dentro de cada pessoa e não as riquezas materiais que foram criadas para estarem ao serviço da humandiade e não a humanidade «escravizar-se» a essas riquezas. Quanto tal acontecer é a desgraça de todos nós. Um abraço amigo do JLR.

José Luís Rodrigues disse...

Marilu, agradecido. Beijocas também para si. Vi esta peça com a sala do teatro repleta de jovens do 12º ano. Fiquei contente. Os nossos jovens precisam de sabedoria que o interpele.