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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Freira espanhola expulsa de convento por causa do Facebook

O que é uma notícia horrível sobre a Igreja Católica? - Eis um exemplo horripilante...
Viva num convento de Toledo há mais de 35 anos, mas o Facebook veio ditar a sua expulsão. María Jesús Galán recebeu ordem de saída por parte das outras freiras por causa do clima de tensão criado pelos hábitos online de Galán, que no ano passado lhe valeram um prémio da junta de Castilla-La Mancha.
Tudo começou quando, ao cabo de 24 anos frente ao arquivo, María Jesús Galán conseguiu vencer a resistência das suas companheiras e adquiriu um computador. Daí à Internet e às redes sociais foi um passo. Com recurso às novas tecnologias conseguiu catalogar e digitalizar quase todo o arquivo do convento, que conta 119 livros e mais de 3000 documentos, indica o ABC.
Graças a este seu labor, o governo regional tinha reconhecido em Maio no ano passado os méritos de Galán - conhecida por “soror Internet” -, pelo seu trabalho de catalogação de documentos e livros da biblioteca conventual, pela contribuição para a difusão destes documentos pela Internet e pela introdução de tecnologias num ambiente tradicional.
Numa das suas múltiplas entrevistas após ter recebido o prémio, María Jesús Galán dizia sentir-se “muito orgulhosa” de ser freira no convento Santo Domingo el Real e dizia ainda sentir-se “plenamente realizada” como religiosa. Acontece, porém, que onde outros viram interesse e diligência, as companheiras de mosteiro de María Jesús Galán viram uma tensão insuportável e um mal-estar crescente.
Na passada terça-feira, chegou a notícia, no próprio mural do Facebook de María Jesús Galán: “Expulsaram-me. Umas quenianas tornaram a minha vida impossível. A inveja pregou-me uma partida e elas ganharam. Hoje, o delegado da Vida Religiosa, junto com a madre prioresa e outras duas freiras, decidiram que eu teria que sair para que ficassem tranquilas as quenianas. Não têm vocação, mas vêm buscar dinheiro para as famílias. Não vale a pena meter o dedo na ferida (essencial da notícia). Estou em paz e sem nenhum tipo de rancor”.
Sabe-se que no mosteiro vivem 14 freiras estrangeiras, algumas oriundas de África e da Ásia.
O arcebispado de Toledo recusou-se a comentar o caso, considerando-o um assunto da “vida interna” da comunidade religiosa.
A notícia da expulsão da freira provocou protestos nas redes sociais e muitos internautas, de diferentes partes do mundo, deixaram no mural de María Jesús Galán mensagens de apoio.
Sabe-se que, depois da expulsão, María Jesús Galán, que cumpriu 54 anos no passado dia 1 de Janeiro - segundo o ABC - já foi inscrever-se no instituto de emprego.A freira diz agora que poderá finalmente conhecer Londres e Nova Iorque, viagens que não poderia cumprir se tivesse continuado a viver no convento de Santo Domingo el Real, fundado no século XIV.
Notícia do Público, 18 de Fevereiro de 2011

3 comentários:

tukakubana disse...

Gente atrasada, invejosa, mal formada. A Irmã vai agora descobrir um novo mundo onde, sem deixar a sua missão e vocação, também pode servir o seu Deus.

Espaço do João disse...

A injustiça sempre se soprepôs à justiça.
Parece-me que a igreja ainda não intendeu que não estamos na idade média.
Quando será que o ser humano reconhecerá o direito à diferença? Será que o mal se sobreporá eternamente sobre o bem?
Dá para meditar.

José Luís Rodrigues disse...

Mais um tiro no pé, para ajudar a descredibilizar a Igreja Católica ainda mais. Um Igreja que cada vez mais se fecha sobre si mesma e caminha para ser uma seita. É pena que estes exemplos de exclusão ainda sejam levados a cabo por instituições que dizem seguir o Evangelho que a todos inclui.