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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Terrorismo cristão na Europa

É grave, muito grave que vários dos novos movimentos que povoam a Igreja Católica actualmente sejam claramente conservadores e restauracionistas. Fazem jus a acção da Igreja Católica, sobretudo nos últimos dois Papados. São chamados de «Irmandades ou seitas formadas com o propósito enganoso de neo-espiritualismo». É perturbante que tais movimentos tenham sucesso e encontrem adeptos sobretudo entre as camada mais jovens, se pensarmos que tais «escolas» ou «catequeses» ou «oração», dizem respeito à rede de práticas que levam à iniciação de cultos esotéricos, paganismo, heresias anti-gnóstica Católica e todo o género de ideologias anti-cristãs.
A revista italiana, «Religioni e sette nel mondo», do Grupo de Pesquisa e Informação sócio-religiosa (GRIS), dedicou uma edição às «Ordens de Cavalaria» contemporânea, com o objectivo de distinguir o verdadeiro e o falso dos neo-templários.
A revista denuncia também que a «falsificação contemporânea de cavalaria e o enganoso neo-espiritualismo», surge «Graças aos romances de ficção científica e sagas de Tolkien» o espírito do fascínio da Távola Redonda e seus rivais atrai principalmente os mais jovens. Diz a revista «um grande número de pequenos grupos atrai um grande público, especialmente os jovens, para ambientes onde são disseminadas doutrinas, lendas e teorias com valores e práticas que são claramente anti-católicas».
Aqui pensamos no «terrorista da Noruega». Falamos de Anders Behring Breivik. Ou, como o próprio assinou no seu manifesto de 1.500 páginas, Andrew Berwick. O próprio explica o seu pensamento. Pensa o quanto despreza a democracia liberal e as sociedades pluralistas do Ocidente. E manifesta um ódio pela «cultura da tolerância» e pelo horrendo materialismo dos ocidentais. O puritanismo em relação ao «sexo» é arrepiante e deriva dos comportamentos sexuais «devassos» da mãe e da irmã. A sua simpatia pela Maçonaria e pelos Templários, é sintomática.
Uma breve nota sobre a Ordem dos Templários. «Na idade média, a Igreja católica cria As Cruzadas. Exércitos cristãos que defenderiam os domínios dos papados da invasão dos "infiéis" islâmicos. E dentro delas surge a Ordem dos Cavaleiros Templários, ou Templários. Primeiramente chamada Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, foi criada por nove monges guerreiros chefiados por Hugo de Payens, em 1118. Recebe anuência do Papa Clemente V, e tem como missão, a princípio, proteger os peregrinos que se dirigiam ao Templo de Salomão, em Jerusalém, para orar. Torna-se tão poderosa e influente com conquistas e vitórias nas batalhas, que desperta a inveja e a ganância do Rei da França, Felipe IV, chamado o Belo, que arma um complot juntamente com o Papa, para extingui-la. O que vem acontecer em 1314, com a morte na fogueira dos seus últimos líderes, acusados de heresia, prática de rituais pagãos, e outros crimes» (in blog: seuguara.br).
Obviamente que não pretendemos relacionar que qualquer forma de terrorismo com a doutrina ou prática concreta da Igreja Católica. Mas, acções de absolutismo papal, tentativas restauradores, promoção do integrismo e do conservadorismo, fazem nascer movimentos de pensamento e práticas herméticas que violentam a democracia, a tolerância e o respeito pela diversidade. Tudo contrário à lógica do Evangelho de Jesus Cristo.
JLR
Imagem Google

1 comentário:

Manuel Filipe Santos disse...

Gostei e partilhei.
Muito obrigado,
Filipe.