
Sobre as conversas de ambos na
comunicação social (as entrevistas para mandar picardias a um e a outro) tenho pena
um deles não se chamar Paulo, porque podíamos utilizar o aforismo popular, «se
Pedro me fala de Paulo fico mais, a saber, de Pedro do que de Paulo». Não sendo
Pedro e Paulo, mas Pedro e Pedro, podemos na mesma considerar que quando
qualquer Pedro fala do Pedro e do trabalho do outro Pedro, cada um na sua vez,
fico sempre, a saber, muito sobre a realidade e sobre ela adensa-se em mim
maior preocupação e perplexidade.
Se falar o Pedro, Secretário, a
realidade na saúde na Madeira é um sonho, uma maravilha... Sim, certo, ninguém
conhece este sonho dourado, mas ele diz que existe. Quando o outro Pedro, o da
Ordem dos Médicos fala, ficamos super estragados e reforço o medo de um dia ter
que ir bater ao hospital.
Passada a brincadeira sobre o nome dos Pedros, vamos ao que interessa que é o nosso sistema de saúde. Afinal, funciona ou não funciona? É a maravilha de um Pedro ou é aquela desgraça do outro Pedro?
Passada a brincadeira sobre o nome dos Pedros, vamos ao que interessa que é o nosso sistema de saúde. Afinal, funciona ou não funciona? É a maravilha de um Pedro ou é aquela desgraça do outro Pedro?

No meio disto tudo, no mar imenso do positivo
e do negativo, a nossa saúde converteu-se num jogo partidário inqualificável e
no meio desta desgraça toda, a saúde é um grande negócio cobiçado por muita
gente que não se importa de ganhar dinheiro com o sofrimento e com a morte dos
outros.

A saúde é um problema difícil e cada vez será mais difícil ainda, porque a população envelhece e por isso requer maiores cuidados de saúde. Ninguém faz milagres, mas todos podiam contribuir para resolver os problemas na medida do possível, sem alaridos e muito menos com este ruído terrível que lança ainda mais preocupação e medo na população em geral em relação ao nosso serviço de saúde.
A meu ver, quanto a este
assunto da saúde devia dominar a responsabilidade e a ponderação. Total ausência
de propaganda. Nenhuma força deve servir-se desta realidade para fazer política
partidária, mas todos em convergência e com sentido de responsabilidade, para
que sintamos todos que a saúde estará, o melhor possível, garantida quando nos
falte. Atenção senhores, vamos ao que interessa mesmo, tenham a humildade de se
reconhecerem, encontrem-se e dialoguem. É o mínimo que vos pedimos e exigimos.
Também publicado no Gnose
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