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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Mosquitos geneticamente modificados podem estar na base da propagação do vírus Zika

É o que dá mexer no que está quieto. Se for verdade, é muito grave...
Joaquim Semeano  •  Saúde
E se o agora famoso vírus Zika tiver sido originado pela libertação, na natureza, de mosquitos geneticamente modificados?
Enquanto a comunidade internacional especializada nestas questões epidémicas vai preparando mais uma vacina, outros cientistas procuram saber exatamente quais as causas do fenómeno que aterroriza, para já, o continente americano. E uma das hipótese levantadas é a de uma possível consequência de uma medida tomada em 2012, pela empresa britânica Oxitec, que libertou na natureza um grupo de mosquitos OGM com o objetivo de reduzir a população global dos mosquitos que tradicionalmente veiculam vírus como o da dengue, do Zika ou do chikungunya. É que, coincidência das coincidências, a região do Brasil onde se iniciou agora a propagação do Zika é exactamante aquela onde em 2012 aconteceu a do dengue e onde foram depois lançados os mosquitos OGM...
Segundo estes cientistas, a sub-espécie de mosquitos que transporta o Zika e o dengue é basicamente a que foi libertada pela Oxitec, com as variações OGM. E tudo deveria ter corrido bem se não tivesse acontecido algo inesperado, à boa maneira das ficções de Hollywood: os mosquitos da Oxitec, machos, deveriam criar uma prole que morreria antes de ser perigosa, devido à manipulação feitas nos seus genes; isto, desde que o antibiótico tetraciclina não estivesse presente, pois ele tem a capacidade para substituir o DNA geneticamente modificado. Ora, a tetracicilina pode ser encontrada na natureza, no solo, nas águas superficiais; da mesma forma, alguns especialistas admitem que, na natureza, os mosquitos OGM podem ter sido ingeridos por outros animais ou ter sofrido mutações inesperadas.

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