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quarta-feira, 18 de maio de 2011

O sol

Curioso este fenómeno. Alguém tem uma explicação científica para isto que me fizesse chegar? - Os milagres para mim são de outra ordem...
Aconteceu a 13 de Maio de 2011 sobre o Santuário de Fátima.
Eis a explicação:
A auréola em volta do Sol, que muitos fiéis acreditavam tratar-se de um novo milagre no Santuário de Fátima, foi afinal provocado por cristais de gelo.
Como explica ao Dário de Notícias um meteorologista a auréola foi formado pela luz reflectida nos cristais de gelo da atmosfera, a grande altitude.
Este é “um daqueles fenómenos que vemos muitas vezes e não reparamos, mas, quando reparamos durante um momento emotivo, tem um impacto diferente, disse ao jornal Alves da Costa.
O fenómeno aconteceu quando os fiéis viam um vídeo de João Paulo II, exibido no final da missa e antes da Procissão do Adeus. Terá sido essa a razão para que os mais de 200 mil peregrinos acreditarem estar a presenciar um milagre.
Este “milagre” do Sol aconteceu a uma sexta-feira 13, o último a que se assistiu aconteceu a 13 de Outubro de 1917, na Cova da Iria, perante cerca de 70 mil pessoas. Após uma chuva torrencial, o Sol apareceu com um disco a girar em torno dele, durante dez minutos.
In Jornal I - online

1 comentário:

tukakubana disse...

Fenómeno meteorológico que acontece 100 dias por ano
2011-05-14
ALFREDO MAIA

O fenómeno óptico observado, esta sexta-feira, ao início da tarde, em Fátima, não tem nada de anormal e tem uma frequência estimada em 100 dias por ano em distintos pontos do planeta.

No contexto da procissão do Adeus, "é natural que pessoas mais emocionadas encontrem explicação num fenómeno religioso", mas trata-se apenas de um efeito atmosférico comum de dispersão de luz e nem sequer é de natureza astronómica, diz o director do Observatório Astronómico de Lisboa, Rui Agostinho. "Na nossa latitude, não é muito comum, mas também não é raro", nota o director científico do Instituto de Meteorologia, Pedro Viterbo.

A auréola observada - um halo, na terminologia científica - é provocada pela passagem de raios solares através de microcristais de gelo dos cirros - as nuvens esfarrapadas na alta atmosfera (mais de 20 quilómetros de altitude) - formando uma espécie de lente que dá o efeito circular à volta do Sol. É o chamado "disco de Airy" (em homenagem ao astronómo britânico do século XIX George Airy que descreveu o fenómeno), que pode ser observado também à noite em volta da Lua. Por causa da geometria (faces hexagonais) das partículas microscópicas, produz-se a difracção (mudança de direcção).

Este fenómeno óptico também produz a separação das cores - vermelho e azul - e é por isso que há quem pense tratar-se de um arco-íris, como aconteceu ontem na Cova da Iria. Mas só o vermelho se observa com mais facilidade, devido à falta de contraste do azul com a cor do céu.