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sábado, 19 de março de 2011

Balada para os nossos Filhos

Um filho é como um ramo despontado
do tronco já maduro que sou eu
um filho é como um pássaro deitado
no ninho da mulher que me escolheu
Um filho é ver-se um homem prolongado
no mundo da verdade em que nasceu
um filho é ver-se um homem atirado
das raízes da terra para o céu
Meu filho minha vida és meu sangue e meu caminho
meu pássaro de carne meu amor
meu filho que nasceste do ventre do carinho
da minha companheira que deu flor
João é um botão de cravo rubro
Joana é uma rosa cor de Abril
dois filhos que eu embalo
e que descubro
que sendo só dois podem ser mil
Dois filhos do amor e da ternura
que sendo de todos não são de nenhum
e não há no mundo coisa mais pura
que a gente amar em todos cada um
Meu filho minha vida és meu sangue e meu caminho
meu pássaro de carne meu amor
meu filho que nasceste do ventre do carinho
da minha companheira que deu flor
José Carlos Ary dos Santos
Nota da redação: Agora fica mais esta homenagem ao meu pai, que no seu silêncio e aparente ausência, sempre permitiu que o prolongamento da sua criação encontrasse o seu caminho...

2 comentários:

Graça Pereira disse...

Lindo este poema de José Ari dos Santos, hoje no Dia do Pai!
Que o Pai de todos nós abênçoe estes pais, pequenos S.josés, na vida de cada um!
Abraço
Graça

tukakubana disse...

Fantástico este poema. Como o Ary consegue por todos os sentimentos explanados e vividos.Já há tanto que o não lia...Belo momento.