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sexta-feira, 25 de maio de 2018

Sinfonia divina a três mãos

Quem é a santíssima Trindade? - Quando falamos da Santíssima Trindade, é do nosso Deus que falamos. E quer dizer essencialmente «três». O Deus dos cristãos é trinitário, isto é, constituído por três pessoas: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. O Deus Filho, é o Deus enviado pelo Pai, re-vela o Pai plenamente e envia o Espírito Santo, que é o resultado do amor entre o Pai e o Filho. Isto é, mostra-nos o rosto verdadeiro do Pai. Um Pai amoroso que não desiste de salvar toda a humanidade (podemos lembrar aqui a famosa Parábola do Filho Pródigo).
O Filho foi enviado pelo Pai para anunciar a Boa Nova da justiça ou da salvação de toda a humanidade, Ele é o rosto visível do amor que informa a Trindade. Será da boca do Filho que recebemos a promessa do envio do Espírito Santo, o outro Deus da Trindade. Nesta realidade misteriosa somos tudo com todos, porque «ninguém está apenas para si no mundo, está nele também para todos os outros» (Gregório de Nazianzeno).
Este Deus, o Espírito Santo, é Aquele que vem depois de Jesus para acompanhar todas as Ações humanas em favor da causa de Deus. Ele é o Espírito da verdade e da justiça. Ele nos guiará para a verdade plena. Porque o Espírito Santo pode ser definido como aquele que unifica as três pessoas da Trindade, Ele é o nome do amor de Deus. Um caminho que segundo Santo Agostinho se traduz desta forma: «O caminho é estreito e difícil para aquele que caminha por ele com pena de si e tristeza; porém é largo e fácil para aquele que caminha com amor».
E são Basílio deixou bem claro que não existe outro Deus, senão esse que se traduz na prática da vida e na realidade concreta do caminho. Diz assim: «Pertence aquele que tem fome o pão que tu guardas; àquele que está nu a capa que tu conservas nos teus guarda-vestidos; àquele que está descalço, os sapatos que apodrecem em tua casa; ao pobre o dinheiro que tu tens guardado. Assim tu cometes tantas injustiças quantas as pessoas às quais poderias dar». Um pouco duro e inquietante. O Deus misterioso desafia-nos à prática da partilha todos os dias da nossa vida e a lutar por um mundo mais justo e fraterno.

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