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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Entrevista de A a Z na revista saber de Julho

Entrevista curiosa na revista Saber de Julho. Gostei muito de reflectir sobre cada uma das palavras propostas. Partilho aqui no Banquete a reflexão que surgiu, fez-me muito bem pensar assim...Vá lá, uma entrevista de Verão para pensar e descontrair um pouco.

Aqui está o texto para quem não consiga ler na foto:

Nota sobre o autor:
José Luís Rodrigues, Natural do Estreito de Câmara de Lobos-Jardim da Serra, Madeira. Nasci a 04/10/1968. Padre da Diocese do Funchal, ordenado sacerdote a 11 de Abril de 1996. Já foi Pároco nas Paróquias de Espírito Santo e Nossa Senhora da Piedade no Porto Santo. Atualmente, é pároco nas Paróquias de São José e São Roque do Funchal.
Tem três livros publicados, um de poemas, «Regresso ao Mar», outro de crónicas publicadas nos jornais quotidianos do Funchal: «Crónicas do Fundo do Esquecimento» (Roma Editora, Dezembro de 2003) e outro sobre a fé: «Para que serve acreditar? O que a fé não deve ser», editorial Liberal, 2013.
Atualmente colabora com uma crónica mensal no Diário de Notícias do Funchal. Alimenta um blogue de temática geral, chamado o Banquete da Palavra (http://www.jlrodrigues.blogspot.com/). A comunicação constante é uma necessidade.

Entrevista 
A
Amor: O condimento da vida. Sem o amor não somos gente digna com toda a gente e com a criação inteira.
Amigos: Os nomes que lembramos quando estamos tristes. Mas sem eles não há festa, convívio.
Arte: A expressão do génio humano que se desvela em encanto e beleza porque paramos para contemplar e admirar com prazer.
Animais de Estimação: Os amigos certos quando chegamos e que nos põem a dizer palavras de ternura e carinho.
B
Bebidas: O pretexto, que quando usado com moderação, pode fazer milagres na confraternização e na descoberta da verdade.
Brinquedos: A magia essencial para fazer sorrir o ser criança.
Beijo: O toque mais íntimo feito às claras que a humanidade conhece.
C
Casamento: O caminho ideal para cumprir o mandamento de Jesus: «amai-vos uns aos outros como Eu vos amei».
Curiosidade: Um mistério que nos toma sem pedir licença e que só se satisfaz depois de saber o que deseja.
Cores: As tonalidades mais que necessárias, para não fazerem do mundo e da vida uma monotonia deprimente.
D
Deus: O maior Mistério que é três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo.
Decoração: A harmonia das coisas e das cores como expressão do pensamento e da alma de cada pessoa, de um grupo e de uma família.
Doces: Uma tentação que sabe bem se não nos lembrarem o mal que faz.
É
Erros: O melhor do mundo para pensarmos que a humildade é a maior fortuna de uma pessoa.
Estilo: Quando não é vaidade, faz encantar até as pedras.
Emoção: Um calafrio que não se controla, mas que nos humaniza e nos leva ao encontro dos outros.
F
Família: O melhor lugar onde se bebe o sangue e os valores essenciais para a vida toda.
Filme: Uma sequência de imagens que nos prende a uma história dos outros que fazemos nossa.
Futebol: O espetáculo feito com uma bola na expressão rápida das pernas, uma pena que não seja mais desporto e menos negócio.
Flores: Uma dádiva que o ciclo da natureza nos oferece gratuitamente para encher os olhos e a alma, é oferta estética que salva porque nos alegra sempre.
G
Ginástica: Uma «oração» em movimento para o bem mais importante da vida, ter um corpo com saúde e belo.
Gula: Uma deturbação egoísta contra a sabedoria do prazer que a comida proporciona.

H
Humildade: A verdadeira riqueza que em cada pessoa se pode manifestar como a maior fortuna do mundo.
Humor: Uma manifestação de alegria, de saúde física e mental.
I
Ilha: Um círculo natural interessante, quando não nos fecha sobre de nós próprios, mas que conscientes disso nos abrimos à universalidade.
Internet: Uma auto estrada da comunicação que nos revela a grandeza do mundo e da diversidade cultural.
Irmãos: Um pilar importante que nos diz, «não estás só, és um com os outros». Eis a fraternidade que o mundo tanto precisa.
J
Justiça: O bem essencial do mundo, para que a paz seja possível e a segurança dos cidadãos uma certeza. O desenvolvimento sem justiça é uma tragédia.
L
Livro: Um amigo silencioso que nos diz segredos sobre o mistério da vida. Sem ele somos muito mais pobres.
Lua: Uma companhia no escuro. Sem ela, as noites seriam bem piores. A lua é um exemplo para nós no sentido em que podemos aprender que mesmo no escuro das perplexidades desta vida podemos brilhar.
M
Música: Um som presente desse mar distante. Fecho os olhos e deixo-me embalar com a harmonia que o seu encanto desvela. Este é outro mistério bom.
Marcas: Neste mundo frenético comercialmente falando, parece que são importantes para aferir da qualidade.
Mania: Uma obsessão que se não fizer bem não serve para nada. É inútil.
Moda: Uma vertigem que se não tiver controlo prejudica o equilíbrio mental. Porém, encanta os olhos quando é manifestação da beleza.
N
Notícias: Mais do que importantes para sabermos que o mundo não é linear e nos dão conta da diversidade cultural da humanidade.
O
Objetivos: Muito importantes quando queremos atingir uma meta ou um fim que seja bom para nós e para os outros, para a vida, para o mundo que nos rodeia.
Ostentação: Uma vaidade desnecessária quando sabemos que tal resulta da fome e da pobreza de tantos semelhantes nossos.
Ódio: O pior veneno. Ainda mais se pensarmos que é produzido por quem o transporta no coração.
P
Perfumes: Aromas interessantes que sabem bem quando os odores naturais não foram exorcizados com água e sabão.
Presentes: Uma magia que nos faz sorrir e alegrar porque os outros pensaram em nós.
Política: Uma ciência bonita, que deve estar ao serviço do poder serviço para fazer brilhar o bem comum. O melhor serviço à sociedade e à cidade (polis) se tomado com essa consciência. Quando se torna calculismo e subjugação exclusivamente partidária redunda na pior miséria do mundo. 
Q
Qualidades: Valores que nos foram dados por Deus, naquele momento primordial: «Faça-se o homem e a mulher à nossa imagem e semelhança». Se postas ao serviço da vida e do mundo fazem maravilhas.
R
Rádio: Uma companhia não egoísta que não prescindo, porque nos deixa trabalhar ao mesmo tempo que se escuta.
Referências: Importantes, para sabermos que vale pena pensar, acreditar e fazer tudo o que esteja ao nosso alcance e que deve ser feito mesmo.
S
Surpresa: Um momento interessante que nos dá um prazer diferente e imprevisível.
Sexo: Uma distinção de géneros que faz a nossa identidade.
Signo: Um bom negócio. É um elemento que nos atribuem convencionalmente falando porque coincidente com a data do nosso nascimento. Acredita quem quer.
Sonho: Há uns e outros. Os incontroláveis enquanto dormimos e estes não preocupam. Os outros que desejamos que se realizem e que requerem alguma energia e trabalho para que sejam levados à prática. Estes são importantes se não se tornarem em utopias.
T
Televisão: Uma companhia egoísta que não nos permite mais nada senão que, estejamos concentrados exclusivamente nela.
Telemóvel: Outro objeto que convencionamos como indispensável. Porém, podíamos ser todos mais humanos e mais felizes se não lhe dessemos tanta importância. Mas, como instrumento de trabalho não há melhor.
U
Utopia: O sonho convertido em realidade virtual.
V
Vitória: Um prazer enorme que se tem quando é respeitado em absoluto os derrotados.
Vida: O maior dom deste mundo, porque nele tudo começa e sem ele tudo acaba.
Viagem: Uma errância essencial para retemperar forças e aprender muito sobre as maravilhas da natureza e do génio humano.
Vício: Tendência prejudicial ao equilíbrio físico, psicológico e mental. Um mal que mata a qualidade da vida.
X
Xenofobia: Uma desordem que gera violência e envia às urtigas o melhor da convivência humana, a fraternidade universal.
Xadrez: Um jogo que se tomado como tal entretém e faz desenvolver o intelecto. Se resulta em manipulação destrói o sentido do jogo e perverte a dignidade. 
Z
Zoologia: Um bem elementar para fazer da natureza uma diversidade e quebrar a monotonia.
Zelo: Importante quando se trata do cumprimento dos nossos deveres. Quando em forma desmedida com tudo e com todos, converte-se em desordem que vai ferir em tudo a relação e o assombro da natureza.

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