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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Chocante demais para ser verdade

Mais do que a ideia ser grave, é muito grave existirem escolas disponíveis para aplicá-la. Não serve este maniqueísmo a ninguém. Se renovação é isto, estamos falados. 
A escola não deve contribuir para a inclusão e não deve ensinar que a vida, o mundo e a sociedade se fazem com todos, bons e maus? Aliás, o que são pessoas boas e pessoas más? Não somos todos às vezes bons e à vezes maus? Que critérios irá presidir à escolha? Quem serão os juízes? As aulas serão umas para maus e outras para bons alunos? Haverá diferenças também de professores? - Um infindável conjunto de perguntas que me assiste neste momento. 
Outro dia escrevi esta frase que partilhei no facebook e que deu muito que falar: «É puro engano, considerarmos que o burro, o animal, não é inteligente. Há burros que progridem e revelam-se serem inteligentes, mas há inteligentes que ficam burros e nunca mais têm remédio». Não há pior forma de ensinar que é fazê-lo premeditadamente movido pela ideia de que diante de si estão bons e maus alunos, inteligentes e outro medíocres de inteligência. Por favor acabem com isto. 
Senhores professores, já dizia a Madre Teresa de Calcutá, leiam: «Quem julga as pessoas não tem tempo para amá-las». E ao lado desta frase descobri um texto de Augusto Cury que é fascinante. Um convite à reflexão de todos os educadores. Obviamente, que há-de imperar o bom senso e esta medida não deve ser levada para diante. A escola ser fomentadora de estigmas sociais pela metodologia da educação e formação das pessoas é muito grave. 
Ora por favor leiam com atenção... 
Filhos brilhantes, alunos fascinantes
«Bons filhos conhecem o prefácio da história dos seus pais. Filhos brilhantes vão muito mais longe, conhecem os capítulos mais importantes das suas vidas.
Bons jovens se preparam para o sucesso. Jovens brilhantes se preparam para as derrotas. Eles sabem que a vida é um contrato de risco e que não há caminhos sem acidentes. 
Bons jovens têm sonhos ou disciplina. Jovens brilhantes têm sonhos e disciplina. Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas, que nunca transformam seus sonhos em realidade, e disciplina sem sonhos produz servos, pessoas que executam ordens, que fazem tudo automaticamente e sem pensar.
Bons alunos escondem certas intenções, mas alunos fascinantes são transparentes. Eles sabem que quem não é fiel à sua consciência tem uma dívida impagável consigo mesmo. Não querem, como alguns políticos, o sucesso a qualquer preço. Só querem o sucesso conquistado com suor, inteligência e transparência. Pois sabem que é melhor a verdade que dói do que a mentira que produz falso alívio.. 
A grandeza de um ser humano não está no quanto ele sabe, mas no quanto ele tem consciência que não sabe. O destino não é frequentemente inevitável, mas uma questão de escolha. Quem faz escolha, escreve sua própria história, constrói seus próprios caminhos.
Os sonhos não determinam o lugar onde vocês vão chegar, mas produzem a força necessária para tirá-los do lugar em que vocês estão. Sonhem com as estrelas para que vocês possam pisar pelo menos na Lua. Sonhem com a Lua para que vocês possam pisar pelo menos nos altos montes. Sonhem com os altos montes para que vocês possam ter dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações.
Bons alunos aprendem a matemática numérica, alunos fascinantes vão além, aprendem a matemática da emoção, que não tem conta exacta e que rompe a regra da lógica. Nessa matemática, você só aprende a multiplicar quando aprende a dividir, só consegue ganhar quando aprende a perder, só consegue receber, quando aprende a se doar.
Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia vai além, aprende com os erros dos outros, pois é uma grande observadora. 
Procurem um grande amor na vida e cultivem-no. Pois, sem amor, a vida se torna um rio sem nascente, um mar sem ondas, uma história sem aventura! Mas, nunca esqueçam, em primeiro lugar tenham um caso de amor consigo mesmos».
Nota final: Espero ver um levantamento de professores de Religião e Moral se esta medida for para a frente, encabeçado pelos defensores acérrimos desta dama, que nestes dias se têm manifestado de forma acossada contra o singelo comentário que fiz no facebook sobre as aulas de Religião e Moral nas escolas públicas.

1 comentário:

Paulina Ramos disse...

"Não serve este maniqueísmo a ninguém." pois não.

Não gostaria de ver o meu filho de 13 anos fazer parte de uma turma de "bons" ou de uma turma de "maus" alunos.

Seria bom que os pais/encarregados de educação se unissem no sentido de não permitir a aplicação desse projecto nas referidas escolas, nem em quaisquer outras da região ou do país.