
Novena da Alegria, Terça, Bugiaria e Igreja Velha:
Parece que o mundo gosta mais de trevas do que luz.
São tantas as trevas que ofuscam a luz e que emana do ódio e da dimensão
selvagem que habita cada homem e cada mulher. Deixar dominar essa dimensão gera
tantas tempestades, tantas guerras, tantos crimes, tanta violência, tanta fome,
tanta destruição, tantos milhões em campos de refugiados, tantos milhões de
drogados, tantos milhões doentes de sida, tantos milhões sem emprego, tantos
perseguidos por causa da sua religião, tantos desertos sem pão, sem amor, sem
Deus.
Parece que o mundo (melhor, os homens e as mulheres
que nele habitam) devia estar mais civilizado com o passar dos séculos, mais
justo, mas fraterno, mais perto dos que sofrem, mais aberto à justiça, à
partilha, a lutar pela felicidade, pela paz, pelo amor, afinal, a ser mais
rápido a acender o interruptor de onde emana esta luz. Mas, tristemente, o mundo parece estar cada
vez mais cruel, carnificina, raivoso de ódio, sedento de sangue derramado,
destruidor de vidas, de casas, de culturas, de bens e riquezas históricas. Não
pode ser este o mundo de Deus, não pode ser este o nosso mundo.
Por isso, há trevas densas que ofuscam o bem e a
verdade, a paz e a justiça, a luz que deveria iluminar inteligências e
corações. Trevas que sujam a vida, a honra, a dignidade. Trevas que impedem
tantos de serem honestos, dignos e inundam a sua existência com o mal, porque
se tornam corruptos, criminosos, ladrões e sem qualquer sombra de escrúpulos,
assumem uma escalada desenfreada de luxo, opulência, violência, corrupção que
chega a comprar e vender seres humanos e à matança em massa de aldeias e
tribos.

Mas há luz no meio destas trevas densas de mal, de
pecado, de crime. Começamos hoje a celebrar as novenas em honra de São Roque,
que nos preparam para a sua festa na nossa Paróquia nos dias 15 e 16 deste mês
de Agosto. Ele é luz nos caminhos do mundo, é refúgio e exemplo de que podemos
ser cristãos a sério cuidando dos outros como nossos irmãos contra as investidas
do rancor e do ódio. Ele é o exemplo seguro de que o amor de Deus triunfará.
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