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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

As leis sempre ao serviço da justiça e do bem comum

A fidelidade aos valores e aos sentimentos não podem estar dependentes da materialidade exterior nem muito menos devem ser oprimidos com a imposição da violência da lei. Não valerá muito mais uma pessoa interiormente liberta da opressão do que uma pessoa subjugada, recalcada e vergada ao peso do sofrimento da frustração.
As consequências da imposição da letra da lei são bem notórias no rosto de muita gente. Se, por um lado, o legalismo é evidente que é responsável por muito sofrimento, por muitas frustrações e muito recalcamento. Por outro, a cegueira da lei ainda é responsável por muito compadrio, muita corrupção e por muita violação dos valores da democracia. As regras, deviam em todos os casos serem um meio e nunca um fim em si mesmas. As leis devem ser um instrumento que conduz à paz e ao bem comum.
Assim sendo, perante uma circunstância legalista que gerou indefinição, a opção é clara, tomar partido do amor e acolher a vida sempre nessa base. Esta é a verdadeira lei que liberta e que salva. Não é esta a novidade essencial da mensagem cristã? Não foi Jesus Cristo que nos ensinou que o mandamento principal da vida seria o do amor?
A cada um compete olhar as coisas da vida com sabedoria e inteligência para que a fidelidade ao amor não esbarre com a imposição da lei. Toda a lei inoportuna, ineficaz, desumana e anacrónica devia ser suprimida sem qualquer sombra de dúvida, para que à nossa volta, não exista mais gente a sofrer com problemas sérios de frustração.
Resta só dizer que quem se deixou tomar pela frieza do espírito da lei sofre e faz sofrer todos os outros que estejam à sua volta. O legalismo cria monstros insensíveis à multiplicidade e diversidade das coisas do mundo e da vida. O recalcamento do amor e da paixão mina toda a vontade própria e a saúde da liberdade.
Acima de tudo desejamos gente liberta interiormente, sem teias de aranha nas suas mentes para que vivam e ensinem a viver a paixão pela vida. As regras convivem connosco e devem existir sempre, porém, requerem inteligência para que não se tornem uma opressão e uma violência contra a riqueza do amor. É certo e muito mais que certo que é preciso mais do que nunca saber amar.

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