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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Matrimónio aéreo mas tão próximo de Deus

O Papa Francisco presidiu a uma união matrimónial dentro do avião. E agora como ficam os matrimónios da carga de papéis e papelinhos que infernizam tanto a vida dos casais e dos padres? - Mais umas manchadas na Igreja burocrática que alimentados por todo o lado. Alguns irão considerar inválido, outros que o Papa está sem juízo, outros ainda que é um sacrilégio e quiçá outros ainda vão encontrar mais um elemento para considerar que este Papa é um herege. Por mim, considero três coisas, uma, já afirmei, cortou cerce mais uma vez contra a burocracia na Igreja Católica, outro provoca os zelosos burocratas que exigem papéis e papelinhos para tudo e nada para mostrarem poder e, por fim, a melhor de todas, deu legitimidade à ousadia de alguns (ainda poucos) que vão por aqui e por ali ensaiando facilitar a vida das pessoas. Um vibrante bem haja e um comovido obrigado ao Papa Francisco por esta abençoado dádiva que confirma o amor de um casal em qualquer lugar e circunstância.

1 comentário:

francisco disse...

Foi um momento bonito, poder aproximar mais as pessoas de Deus com simplicidade e oportunidade, ajudar a dar o passo em frente.
Isso é um exemplo bonito de Igreja próxima, em saída e disponível.
Neste caso o "sacerdote", o Papa Francisco, mostrou essa Igreja disponível de duas formas:
A primeira pela visibilidade e simplicidade da sua batina, mostra que está ali o sacerdote, não como sendo alguém melhor do que os outros mas sim como sendo outro Cristo ao serviço de Deus e do próximo, pronto para servir e disponível para que o reconheçam como sacerdote.
A segunda pelo acolhimento e contacto próximo com as pessoas, escutando-as.

Quantos belos momentos como esse poderiamos ter, de uma Igreja em saída e disponível, com o sacerdote visível pela batina de forma a que se possa reconhecer como sacerdote mesmo se o não conhecemos e acolhedor pelo seu contacto próximo, escutando-nos. Quantos simples gestos de proximidade, alento, benção, escuta ou até reconciliação se poderia ter.

Que podemos fazer para ajudarmos a ter essa Igreja de serviço, visível, reconhecível e próxima?