
Esquema de homilia para Segunda Missa do Parto dia 16 de Dezembro 2009
A relevância do papel de São João Baptista reside no facto de ter sido o "precursor" de Cristo, a voz que clamava no deserto e anunciava a chegada do Messias, insistindo para que os judeus se preparassem, pela penitência, para essa vinda. Já no Antigo Testamento encontramos passagens que se referem a João Baptista. Ele é anunciado por Malaquias e principalmente por Isaías. Os outros profetas são um prenúncio do Baptista e é com ele que a missão profética atingiu a sua plenitude. Ele é assim, um dos elos de ligação entre o Antigo e o Novo Testamento. Segundo o Evangelho de Lucas, João, mais tarde chamado o Baptista, nasceu numa cidade do reino de Judá, filho do sacerdote Zacarias e de Isabel, parenta próxima de Maria, mãe de Jesus. Lucas narra as circunstâncias sobrenaturais que precederam o nascimento do menino. Isabel, estéril e já idosa, viu a sua vontade de ter filhos satisfeita, quando o anjo Gabriel anunciou a Zacarias que a esposa lhe daria um filho, que devia chamar-se João. Depois disso, Maria foi visitar Isabel. "Ora quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu-lhe no ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: «bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Donde me é dado que a mãe do meu Senhor me venha visitar?» (Lc 1:41-43). Todas essas circunstâncias realçam o papel que se atribui a João Baptista como precursor de Cristo. Ao atingir a maturidade, o Baptista encaminhou-se para o deserto e, nesse ambiente, preparou-se, através da oração e da penitência - que significa mudança de atitude, para cumprir a sua missão. Através de uma vida extremamente coerente, não cessava jamais de chamar os homens à conversão, advertindo: «Arrependei-vos e convertei-vos, pois o reino de Deus está próximo». João Baptista passou a ser conhecido como profeta. Alertava o povo para a proximidade da vinda do Messias e praticava um ritual de purificação corporal por meio da imersão dos fiéis na água, para simbolizar uma mudança interior de vida. A vaidade, o orgulho, ou até mesmo, a soberba, jamais estiveram presentes em São João Baptista e podemos comprová-lo pelos relatos evangélicos. Pela sua austeridade e fidelidade cristã, ele é confundido com o próprio Cristo, mas, imediatamente, esclareceu: «Eu não sou o Cristo» (Jo 3, 28) e «não sou digno de Lhe desatar a correia das suas sandálias». (Jo 1, 27). Quando os seus discípulos hesitavam, sem saber a quem seguir, ele apontava em direcção ao único caminho, demonstrando o Rumo Certo, ao exclamar: «Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo». (Jo 1,29). João baptizou Jesus, embora não quisesse fazê-lo, dizendo: «Eu é que tenho necessidade de ser baptizado por ti e tu vens a mim ?» (Mt 3, 14). Mais tarde, João foi preso e degolado por Herodes Antipas, por denunciar a vida imoral do governante. Marcos relata, no seu Evangelho (Mc 6, 14-29), a execução: Salomé, filha de Herodíades, mulher de Herodes, pediu a este, por ordem da mãe, a cabeça do profeta, que lhe foi servida numa bandeja. O corpo de João foi, segundo Marcos, enterrado pelos seus discípulos.
Adaptado do site: «Cultura Brasil».
1 comentário:
Ele foi dos primeiros contestatários do mundo instalado.Quantos João Baptista são precisos dos dias de hoje, para denunciar, frente aos herodes dos nossos dias, as injustiças, os clamores dos pobres e oprimidos, a própria Natureza.Os que querem queimar o Planeta deixando à sua sorte os pobres, as gerações vindouras um legado pouco animador A Metanoia -conversão- é a única salvação para o mundo actual. Os homens e mulheres dos nossos dias precisam de corações novos desafiadores da nova Esperança. Aquela que foi anunciada por João Baptista.
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