É
muita verdade que as crianças, os adolescentes e os jovens de hoje andam sempre
muito cansados. Qualquer tarefa por mais pequena que seja os cansa
sobremaneira. Costumamos dizer que estes jovens nasceram cansados. Mas, pronto.
Devem ser acolhidos e amados assim mesmo até ao dia em que perceberão que o
cansado também faz parte da vida e que precisamos todos de trabalhar muito para
conseguirmos as coisas necessárias para termos vida minimamente em qualidade.
Porém,
fora de brincadeiras, quando se trata da escola salta-nos à vista o cansaço que
eles acusam e queixam-se dos professores, dos funcionários, dos testes ou
exames e dos trabalhos que lhes são pedidos. Também não surpreende que assim
seja.
Surpreende
sim o mau ambiente que as escolas têm porque os professores estão a ser mal
pagos, os funcionários também e porque falta o material necessário para que a
aprendizagem seja feita com o mínimo de qualidade. Tudo isto acontece porque os
governos vão se lembrando que é preciso fazer cortes cegos no orçamento da
educação.
Também
surpreende que exista violência nas escolas que começa pelo ambiente duro que
às vezes existe entre a malta mais nova, mas porque chegam à escola chegam com
fome ou porque o ambiente em casa é de cortar à faca porque o pai e a mãe estão
desempregados e falta-lhes o dinheiro em casa para manter um lar com dignidade.
Briga-se muito por causa de dinheiro, mas briga-se muito mais por causa da
falta dele.

Já
imagino os batalhões de tropas estacionados à porta das escolas com
metralhadores em punho e quem sabe, pelo andar das coisas porque se trata de
violência, vermos também chaimites plantadas em frente das escolas com o canhão
apontado lá para dentro onde estão os presentes e futuros criminosos.
Mas
afinal que mensagem pretende o governo transmitir com esta ideia maluca? Acha
um governo sério que uma escola é um lugar onde se educa ou um campo onde se
forma atuais ou futuros criminosos? Mas afinal o que é isto?
Vamos
lá todos, sociedade inteira, fazer finca-pé a mais esta ideia louca de um
governo maluco que não sabe governar.
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