Este é o tema mais importante do nosso
país neste momento. São raros os partidos que têm este tema prioritariamente nos
seus discursos e no centro dos seus programas eleitorais. Nos principais
partidos então ainda é menos visível. É aflorado pela rama, não como tema
central.

Mas porque não entra nos discursos dos
partidos este tema de forma clara? O professor Alfredo Bruto da Costa, a figura
mais abalizada do nosso país, porque estuda o assunto da pobreza e da exclusão
há vários anos, considera que «antes de mais, o problema da pobreza é um
problema político». Muitos esquecem este dado, porque consideram que a pobreza
e a exclusão, só diz respeito à solidariedade e à caridade. Numa primeira etapa
sim, para dar resposta imediata ao drama que assiste o pobre e o excluído, mas
depois pertence à política criar mecanismo que permitam fácil acesso ao emprego
para que o pobre, o excluído se integre como cidadão de plenos direitos. Daí
que se compreenda que este assunto é assunto de Direitos Humanos.
Não admira que se tenha constatado, sob
a visão lúcida do presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz, Dr. Bruto da
Costa, lamenta ainda que não se tenha «aproveitado a crise para introduzir
alterações de fundo para reduzir a desigualdade». E continua a dizer com
clareza: «As pessoas muito ricas em Portugal não são atingidas pelas medidas de
austeridade na mesma proporção como são as outras famílias, designadamente as
famílias de rendimento médio e médio baixo», disse Alfredo Bruto da Costa.

Nada disto entra na
conversa dos partidos políticos. Ainda mais seguindo honestamente, temos de
considerar também que para uns, a maioria do povo português, ouve verdadeira
crise, austeridade, especialmente, para quem caiu nas malhas do desemprego e o
que isso representa de exclusão, de tristeza, de pobreza e desgraça para tantas
famílias. Mais ainda para quem se viu perante cortes desmedidos nas suas
pensões, as dificuldades nos serviços de saúde, a confusão no sistema de
educação e tantas e tantas outras situações de faltas que levaram muitos portugueses
à pobreza e à exclusão. Tudo isto devia ser falado e percebermos bem quais as
medidas que cada um propõe, para fazer frente a este flagelo que mata os sonhos
e a felicidade a tantas famílias do nosso país.
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