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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Comentário à Missa do Próximo Domingo

Domingo, XXXIII Tempo Comum
14 de Novembro de 2010
O fim do mundo
O Evangelho deste Domingo - tirado de Lucas - é muito intrigante e coloca-nos diante das coisas do mundo envolvidos em muita perplexidade. Será que as guerras, a insegurança geral e o medo que nos atacou serão os sinais dessa realidade do fim que Jesus nos fala? Como ler os acontecimentos do mundo sem cair num sobressalto? Como não viver assustado perante tanta desgraça que o mundo apresenta? O que pensar ao lermos este texto onde Jesus parece prever destruição e sofrimento para toda a humanidade? Já chegou esse tempo de desgraçadas anunciado pelo Evangelho? Em que ficamos ...(?) São muito legítimas todas estas questões e inquietações, porém, descobrimos por detrás das palavras de Jesus um tema essencial da sua mensagem, a esperança. Assim, escutemos esta frase: " ... Não os sigais. Quando ouvirdes falar de guerras e de revoltas, não vos alarmeis ... ".
O apelo à esperança está claramente nestas palavras de Jesus. Quando pronuncia o seguinte: "Assim tereis ocasião de dar testemunho". Nestas frases a descoberta da esperança toma-se elementar. E mais devemos saber que ninguém pode 'dar testemunho se não tem esperança. Os cristãos, são hoje confrontados pela a palavra do Mestre, para reacenderem de novo a espe-rança e perceberem que a desgraça da cruz é apenas uma passagem para a ressurreição e para a plenitude da vida. Nada deve ser motivo de desânimo, porque já sabemos que a acção de Deus continua de forma silenciosa na história concreta de toda a humanidade.
Nada deve ser causa de derrota, porque, embora, a consternação das nossas almas perante o sofrimento e a morte de tantos irmãos, motivados pela fome, pelas epidemias e pela guerra. Nós devemos lutar por um mundo mais justo e mais fraterno. Deixar-se derrotar será a pior das atitudes, porque isso nada resolve a situação das misérias e dos problemas que a humanidade toda enfrenta. A partilha e a solidariedade são nomes que nunca tiveram tanta actualidade.
Dar testemunho, é o grande desafio do Evangelho. Como dar esse testemunho que Jesus nos pede? - Na realidade concreta da nossa vida devemos antes de mais mostrar que nada nos vence. A vida só tem sabor e gosto para a própria pessoa e para os outros se soubermos com verdade e sinceridade acolher o futuro com a luz da esperança. A descoberta da esperança é sempre o caminho mais seguro para descobrir o sentido da vida. As opções, o trabalho e as tarefas só têm valor e sentido pleno se o nosso coração se deixou encher com a certeza da esperança. É disso que cada um deve dar testemunho.
O que nos parece o fim do mundo não o será, tudo são sinais de Deus, que nos sobressaltam alguma vez, mas devem ser tomados como desafios à esperança e ao desejo que a vida será sempre cheia de luz quando olhada com os olhos do Deus da vida.
JLR
Imagem de: despertandonaluz.blogspot.com

2 comentários:

Marilu disse...

Querido amigo, são tantas previsões de fim do mundo, é Nostradamus, os Maias, só quem sabe mesmo é Deus. Tenha um lindo final de semana. Beijocas

José Ângelo Gonçalves de Paulos disse...

Padre José Luis que belo texto é o seu.Apela-nos para um vida mais promissora, defensora de uma nova Humanidade.Ser Cristão é ser um sinal de esperança, num mundo onde a desesperança triunfa; ser solidário onde o egoismo e o salve-se-quem-puder imperam; ser ressurecto onde a morte quer vencer. O Mundo actual precisa de homens e mulheres,crentes, agnotiscos e ateus todos juntos no combate por essa Humanidade criadora que Jesus Cristo foi o Emissário do PAI/MÃE. Os cristão tal como dizem os Evangelhos não querem o mundo só para eles. A sua missão é mais vasta.É de comunhão com todos os que pretendem combater as injustiças, inverdades, iniquidades, maldades etc. As Bem-Aventuranças da PAZ é o nosso Programa e é a essencial no mundo de hoje.Acredito na Beleza da Palavra de Deus , de Jesus e do Espírito Santo e menos nos FMI, Mercados mundiais e europeus: essas mãos tenebrosas e invisiveis que tornaram o mundo numa selva.