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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

A coragem da mudança na Igreja Católica

O Sínodo sobre a família...
À medida que o Sínodo vai decorrendo, vão surgindo alguns sinais de divergência e mesmo que o esforço de manter tudo encerrado nas paredes da sala onde decorrem os trabalhos, vamos tomando conta de que o papa Francisco tenta mover uma enorme montanha, a Igreja Católica. As suas mãos estão totalmente disponíveis para que a montanha se mova, as outras mãos, aquelas que deveriam estar também disponíveis para colaborar nessa grande tarefa, parece, que empurram para trás.
Porém, o Papa, melhor do que ninguém, sabe que não é fácil enfrentar uma instituição cimentada em alicerces seculares. Eles são há uma plêiade de religiosos que vivem confortavelmente em comunidade ricas e luxuosas. Eles são o clero aburguesado que não estuda e que não sai da catequese mais corriqueira. Eles são as mulheres podem receber todos os Sacramentos, que são sete, menos o Sacramento da Ordem, o sacerdócio para as mulheres está vedado numa Igreja que não se cansa de pregar a inclusão, mas que exclui desumanamente e cristamente. Eles são os leigos que vivem num infantilismo confrangedor a sua fé e a base mais visível da pastoral está exclusivamente no devocionismo. Eles são preconceitos graves contra a homossexualidade e temo que em muitas franjas da Igreja Católica exista uma homofobia horrível, que exclui e estigmatiza muitos homens e mulheres em todo mundo. Eles são também o facto de reinar uma insensibilidade perante aquilo que se designa hoje «os pecados sociais»: a injustiça, a corrupção, a desigualdade, a pobreza, a ecologia, as migrações (refugiados) e todas as situações/desafios deste nosso tempo que deviam ser a principal preocupação de toda a Igreja para que se fizesse jus à magnífica expressão do Concílio Vaticano II quando fala dos «Sinais dos Tempos».
Por um lado, as manifestações contra qualquer sinal de mudança da Igreja, da sua doutrina e do seu modus vivendi, fazem corrermos o risco de caminharmos na Europa para um número cada vez menor de Católicos. Parece que o número de padres que morrem na Europa é mais elevado do que o número dos que chegam ao sacerdócio. E lá sabe Deus os que chegam como são, o que pensam e como procedem. Mas deixemos isso para outros momentos e quiçá para gente mais abalizada do que nós para aferir dessa realidade.
Mas, por outro, também devemos dizer honestamente que a continuarmos assim, vai acentuar-se em todo o mundo a ideia de que aquilo que Roma prega não é praticado pela maioria dos fiéis, como está bem claro no caso da doutrina sobre a sexualidade, particularmente, no que diz respeito aos contraceptivos. Em todo o caso nada está perdido, se existir coragem e muitos seguirem os passos do Papa Francisco, que procura responder a todas as situações com a Palavra de Jesus e com a mais pura naturalidade faz como Jesus faria se estivesse em carne e osso no meio de nós neste século.

1 comentário:

José Ângelo Gonçalves de Paulos disse...

Padre José lUÍS Rodrigues, Amigo e Irmão , Cada um e cada casal responde perante DEUS o de JESUS. Foi isso que JESUS no-lo ensinou a começar pela grande Oração do PAI NOSSO. Portanto, os ensinamentos da Igreja hierárquica só sempre bem-vindos desde que não colidem com a minha liberdade. Eu se fôr a uma Eucaristia, após um acto de contricção, não a que a Igreja me ensinou, mas a do arrependimento pelo mal que fiz, que não estava de acordo com o Evangelho. Após essa introspecção comungo Dizia o Cardeal Newman "antes do papa está a minha consciência" e está dialoga somente comigo e com DEUS o de JESUS. Abraço, Parabéns e obrigado