
Este branqueamento é grave, ainda mais sendo
feito por um líder judeu. Não me choca que o Primeiro-ministro judeu faça propaganda
junto do seu povo para ganhar adeptos para manter o seu conflito com o povo
palestiniano, mas que o faça com a verdade, mais ainda se recorre à história
para fazer a sua propaganda e, especialmente, a este período negro da história
da humanidade.
A alusão que faz ao período do
holocausto e ao seu protagonista mor, Adolfo Hitler, com esta ligeireza ofende
toda a humanidade e particularmente o seu povo, porque foi ele a principal vítima
de Hitler e do seu sanguinário e criminoso regime político. O ódio do passado
não pode ser alimento para justificar qualquer espécie de ódio no presente.

Não acredito que o Primeiro-ministro
desconheça o que foi o holocausto nazi e que não tenha conhecimento de que o
genocídio nazi contra os judeus foi parte de um conjunto mais amplo de actos de
opressão e de assassinatos em massa cometidos contra vários grupos étnicos,
políticos e sociais na Europa. Entre as principais vítimas não-judias do
genocídio estão ciganos, poloneses, comunistas, homossexuais, prisioneiros de guerra soviéticos e deficientes físicos e mentais. A mortandade do genocídio está estimada num total
de cerca de 11 milhões de pessoas intencionalmente mortas às ordens do «santo»
que Netanyahu agora pretende beatificar.
O mundo anda esquisito e
a humanidade ao invés de avançar, parece regredir. Aos líderes políticos,
exige-se que se concentrem na promoção da paz e que nenhum interesse geoestratégico
justifique branqueamentos irresponsáveis. Espero, porém, que os povos se
mantenham serenos e que democraticamente sejam sábios, aplicando
democraticamente o devido correctivo à ligeireza dos seus governantes.
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