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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Parece que eu gosto desta confusão

Só porque ela é democrática. Resultou da vontade popular. Quem não gosta não entende patavina de democracia. Aos autores envolvidos nesta trama, pede-se que sejam verdadeiramente dramáticos, que assumam as suas responsabilidades, dialoguem cada lei, cada medida, cada palavra, cada atitude que implique o bem comum.
Este é um momento importante para o nosso país, eu diria sem qualquer tremeluzir de vergonha que é um momento de graça, um dom dos céus. Porque veio pôr à prova como anda o espírito democrático da nação. A ver vamos se os principais responsáveis para uma solução nesta denominada confusão, estão a altura das suas responsabilidades. O eleitorado enviou essa mensagem, ela deve ser respeitada e tomada a sério.
Pelo lado do inábil Presidente da República pouco ou nada se espere. Já demonstrou não ter percebido nada nem muito menos está disposto a respeitar a vontade popular. A este só lhe importa o que vê. Não faz leituras, não se compromete, não suja as mãos, faz de conta que decide, fica calado perante a gravidade das coisas, empurra para os outros o que implique compromisso. Deste Presidente da República alguém já disse e parece ser verdade: «só aumenta a confusão». Há muito tempo que sei deste filme e vejo-o em muitos espelhos que vieram do Algarve para cima.
Porém, diante das várias conversações vou encontrando algum divertimento. É irónico que aqueles que seriam a fonte da instabilidade se tenham convertido agora no bordão da estabilidade, porque os salvadores naturais dessa estabilidade não conseguem por si sós segurar o bem deste mundo. Pela boca morre o peixe. Por aí se vê a inteligência do eleitorado e a lição que procurar passar aos políticos.
Por isso, quando digo que sou tomado pelo acesso de que «parece que gosto desta confusão», justifico-me na frase de Albert Einstein: «No meio da confusão, encontre a simplicidade. A partir da discórdia, encontre a harmonia. No meio da dificuldade reside a oportunidade». Tomara termos um Presidente amigo dos portugueses e que tomasse a sério esta realidade. Mas não contem que dali venha algo de bom para nós. Esperemos por último que outros imbuídos de alguma lucidez abdiquem de interesses mesquinhos e se coloquem ao dispor do interesse comum que traga benefícios para todos os portugueses.
Esta é uma oportunidade que deve ser tomada seriamente por todos. Porque esta situação veio demonstrar que o sistema democrático tem múltiplas possibilidades desde que o diálogo não seja dispensado por nenhuma força que o compõe.

1 comentário:

José Ângelo Gonçalves de Paulos disse...

Amigo e Irmão Padre José Luís Rodrigues, Portugal Democrático tem, neste momento, pés para andar, sem solavancos. Claro, com alguns avanços e recuos. Basta o mínimo de patriotismo por parte dos partidos com expressão parlamentar. O diálogo terá de fazer-se com todas as partes envolvidas neste processo. Deste Presidente da República nunca ele soube lidar com situações palpáveis e concretas. É uma figura tipicamente enigmática. Por conseguinte, não lhe dou ouvidos nem o vejo na CCS. É, como alguém lhe chamou, um "presidente de cálculo" Só sabe lidar com algarismos . Bom Fim de Semana. Um grande abraço