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terça-feira, 12 de julho de 2016

O momento de saber falar e de saber calar

Frequentemente encontramos pessoas que fazem questão de apregoar aos quatro ventos que não têm medo de dizer olhos nos olhos, cara a cara tudo aquilo que deve ser dito. Obviamente, que é preferível encontrar pessoas assim do que outras que se desenrascam com a sonsice ou com as curvas contorcionistas da cobra ou com a manha sorrateira da raposa. 
Porém, é preciso que alguma atenção e frieza nos assista, porque nem tudo se deve dizer sempre assim de qualquer modo e nem tudo devemos calar só porque não queremos ficar mal ou porque morremos de medo. Sobre o falar demais a Bíblia diz: "No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os seus lábios é prudente." (Provérbios 10, 19) ; "Porque da muita ocupação vem os sonhos, e a voz do tolo da multidão das palavras." (Eclesiastes 5, 3). Lembremos as palavras de Jesus: "Porque a boca fala do que está cheio o coração." Uma língua tagarela revela um coração inquieto. 
Na realidade as situações podem complicar ainda mais a nossa posição. Não é fácil discernir cada uma das situações.  Certo é que uma pessoa que não pode ficar calada não está tranquila, por mais que fale sobre paz e de harmonia com a natureza. O conteúdo, que e como derrama pela boca revela como está o coração. Porém, o Papa Francisco deixou bem claro: “Se tens alguma coisa contra o irmão, di-lo cara a cara. Algumas vezes vão acabar ao soco, não há problema: é melhor isso do que o terrorismo da bisbilhotice".
O apelo radica no seguinte, fazer a devida ponderação para não calarmos quando devemos falar e se falamos que procuremos as melhores palavras para que a honestidade prevaleça como luz da sinceridade. Mas que nunca nos calemos por causa do medo ou em nome dos interesses pessoais e do comodismo. Por fim, com esta me fico em profundo silêncio: "Cala-te ou então diz coisas que valham mais que o silêncio" (Pitágoras). 

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