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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Um embuste chamado novo hospital

Afinal, o que pretendem com esta novela chamada novo hospital para a Madeira.
Começou por ser uma promessa da governação Regional, já se ouviu falar em expropriações, depois, parece, que num determinado momento deixou de ser promessa e as expropriações foram anuladas. Depois veio novo governo, vestido de renovação, hospital novo para frente. Mas… Mas… Mas, não há dinheiro na Região que chegue para uma envergadura destas.
Não havendo dinheiro por aqui, o retrato mancha-se, vamos embrulhar nisto o governo da Metrópole. O de lá, sabendo, provavelmente, das espertezas, descarta-se… Mostra alguma vontade de apoiar, mas de concreto zero, nem um cêntimo para a Madeira para novo hospital. Quase que diz, a promessa é vossa, cumpram-na vossas excelências, não temos nada com isso.
A seguir veio o pior, o infantilismo feio da política baixa. Começa o joguete de atira culpas para que o fato não fique conspurcado e acentua-se assim a propaganda para que mais este incumprimento não deixe ficar mal quem lançou a lebre e agora não consegue acertar-lhe o tiro.
Pelo entremeio surgem relatórios de algumas entidades que vão dizendo coisas. Uma que o governo regional não foi convincente com os argumentos que apresentou aos governantes nacionais. Outra instituição «arrasa» as condições de funcionamento dos dois hospitais que temos em funcionamento. Mas, o pior da festa vai sendo experimentado pelos utentes que diariamente se confrontam com situações atrás de situações graves de faltas de material necessário nos hospitais para serem atendidos convenientemente.
Numa outra frente temos uma oposição que adormeceu. Basta para alguns o que têm, salário no final do mês e o resto são favas contadas. Não quer dizer com isto que alguma oposição não esteja atenta e algumas vezes abre uma brecha a ver se consegue sair-se bem com a propaganda.
A par dista tragicomédia a agonia dos pacientes agudiza-se cada vez mais. Os ecos das más condições nos hospitais que temos (lembro que são dois e não três) são de bradar aos céus. Não vou aqui elencar outra vez as falhas e as faltas de material nos nossos hospitais, essencial para dar dignidade a quem tem necessidade de recorrer aos serviços de saúde.
Saliento aquela que me parece ser a mais grave. Se há faltas de material e de pessoal, das duas, uma, ou há má gestão ou há falta de dinheiro para que se possa governar como deve ser os hospitais. Ou será que não temos pessoas devidamente preparadas para gerir dois hospitais? - (Só estou a perguntar, não é para ofender…).
Por isso, acho que chegou a hora de se deixarem de brincar aos hospitais novos ou velhos. É urgente dedicação empenhada na gestão dos hospitais que temos (lembro que são dois e não três). Por este andar, começa a impor-se a ideia de que se não somos capazes de gerir dois hospitais como vamos gerir três… Esta é uma questão pertinente e que não deve ser descurada, face às más notícias que se vai tomando conta relativamente aos atuais hospitais. Se não funcionam como deve ser os dois que temos para que queremos mais um?  
Por fim, reafirmo, a causa da saúde não deve fazer parte de joguetes partidários e não deve obedecer a interesses de género nenhum. A saúde é um bem muito precioso, nada justifica que se brinque com essa realidade. A doença quando surge não escolhe raças nem muito menos a condição social das pessoas, nada é mais universal que a doença, por isso, não deve faltar tratamento igual e universal. Mais um hospital sim, se com os que já temos, vamos garantir condições de funcionamento em todos os hospitais como deve ser, se for para espalhar a má gestão, as faltas disto e daquilo, a desordem geral por mais um, então, novo hospital não.

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