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terça-feira, 10 de abril de 2018

Mobilidade condicionada

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1. Não tenho razões de maior para me queixar da TAP. Mas, para que não me faça de forte, como é óbvio, coloco à cabeça das queixas, que, repito, não são muitas que tenho contra a TAP, a questão mais que reincidente e que anda na boca de toda gente, os preços altos, quando vejo publicidade da mesma empresa com voos ao preço da chuva entre Lisboa e Nova Iorque ou até para uma qualquer cidade europeia. Os preços entre Funchal e Lisboa às vezes doem e muito. Porém, como não viajo muitas vezes no ano, tento comprar com alguma antecedência e programo bem as minhas saídas e com alguma ginástica se vai resolvendo pelo melhor.

2. Todas as vezes que tive o azar de ser apanhado por alguma coisita desagradável, fui sempre bem tratado pelos serviços da TAP. E quando me dizem que vamos regressar à origem por causa do mau tempo, apesar do transtorno que isso me provoca, fico em silêncio e quieto profundamente agradecido com o que venha a seguir.

3. Porém, perante o que se tem passado nos últimos dias com voos cancelados «por razões operacionais» (se alguém sabe decifrar que ajude), parece existir algum aproveitamento das companhias, dado que cancelam voos a torto e a direito. Também falam que face às pessoas prejudicadas com os cancelamentos as empresas não estão a assegurar informação atempada e esclarecida (disto também me queixo) sobre o que se está a passar e muito menos estão a ser céleres a ressarcir devidamente as pessoas prejudicadas.

4. Face a isto, é preciso encontrar pontes de diálogo que resolvam todas as questões porque estão em causa pessoas, que esperam dos seus legítimos representantes, uma postura responsável, que encontrem soluções, que venham no futuro a responder como deve ser a todas as pessoas prejudicadas com estes percalços ditos de «razões operacionais».

5. As atitudes dos governos actuais, tanto o de Lisboa e tanto o do Funchal, estão bem à vista de todos, ambas repugnantes face a esta questão da mobilidade. Os de lá silenciam. Os de cá esperneiam e esbracejam cá dentro, como aquela do outro «agarra-me que eu vou a eles»…

6. Penso que não é assim que se negoceia. O que se pede, é serenidade e que se procurem todos os meios e caminhos que tragam soluções, penso que é isto que todos os cidadãos esperam dos seus governos tanto lá como cá.

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