Neste clima arrepiante, porque o frio
tolhe os ossos e a alma, vamos sabendo do clima escaldante em que está
mergulhada a Madeira. Eles são ataques pessoais, eles são expulsões, eles são
traições, eles são desistências, eles são um conjunto de situações que vão
sendo notícia a nível regional, nacional e quiçá internacional, para
testemunhar como é «bela» a democracia que se vive na Madeira.
Todos se lembram quando se falava à boca
cheia, embora fosse baixinho nas conversas entre amigos, que quando chegasse a altura da queda da hegemonia do regime social-democrata
na Madeira, aqueles que beneficiaram dele exaustivamente, comer-se-iam às
dentadas. Eis o tempo dessa profecia que andava de boca em boca.
Esta guerra de delfins perdeu todo o
respeito. Entre eles reina um desnorte fatal. Todos se acusam e todos de se
ofendem, agindo como se tal fosse uma verdade que ninguém visse o seu contrário
na realidade concreta do dia a dia. Quero com isto dizer que quem ofende,
afinal, queixa de ser ofendido, quando reparamos que o ofendido para o dia a
fazer graves ofensas e ataques pessoais. Confuso, pois claro, confuso para
todos.
Mais grave, porém, será admitirmos que
anda muito boa gente acobardada a estes esquemas e que não pia nem mia por
causa do medo de perder benesses ou outros elementos que enformam a dignidade,
mais o que é isso perante a feroz investida do egoísmo pessoal?
Este clima é horrível. Está instalado o
desnorte em tempos que urgem estabilidade, dedicação e determinação na tomada
de medidas que alivie a situação de dificuldades em que está enterrada a
população da Madeira. Parece haver inconsciência cega no sentido em que não se
pensa nada que este clima agudiza ainda mais a situação periclitante em que
está a Madeira. À parte esta caridade pessoal que me assiste, enquanto esta
guerra se situar no interior do partido, ainda vá que não vá, é lá com eles,
mas quando saltar para a sociedade em geral devemos temer o pior. Já vamos
tendo alguns avisos.

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