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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Porque precisou Jesus de se baptizar?

Comentário à missa do próximo domingo
12 janeiro de 2014
Pessoalmente para João, o baptismo de Jesus terá sido o seu auge experiencial. João terá ficado admirado por Jesus se ter proposto para o baptismo. Esta experiência motivou a sua fé e o seu ministério. João baptizava num determinado lugar do rio Jordão, quando Jesus se aproximou, na margem do rio. A síntese bíblica do acontecimento é resumida, mas denota alguns factores fundamentais no sentimento da experiência de João. Nesta altura João encontrava-se no auge das suas pregações. Teria já entre os 25 e os 30 discípulos e baptizava judeus e gentios arrependidos. Neste tempo os judeus acreditavam que Deus castigava não só os iníquos, mas as suas gerações descendentes. Eles acreditavam que apenas um judeu poderia ser o culpado do castigo de toda a nação. O baptismo para muitos dos judeus não era o resultado de um arrependimento pessoal. O trabalho de João progredia.
Os relatos Bíblicos contam a história da voz que se ouviu, quando João baptizou Jesus, dizendo «este é o Meu filho amado com o qual Me alegro». Refere que uma pomba esvoaçou sobre os dois personagens dentro do rio, e relacionam essa ave com uma manifestação do Espírito Santo. Este acontecimento sem qualquer repetição histórica tem servido como base a imensas doutrinas religiosas. 
A cena do baptismo de Jesus revela portanto, essencialmente, que Jesus é o Filho de Deus, que o Pai envia ao mundo a fim de cumprir um projecto de libertação a favor da humanidade inteira. Como verdadeiro Filho, Ele obedece ao Pai e cumpre o plano salvador do Pai, por isso, vem ao encontro da humanidade, solidariza-se com ela, assume as suas fragilidades, caminha com ela, refaz a comunhão entre Deus e a humanidade que o pecado havia interrompido e conduz cada mulher e cada homem ao encontro da vida em plenitude. Da actividade de Jesus, o Filho de Deus que cumpre a vontade do Pai, resultará uma nova criação, uma nova humanidade. 
Neste Jesus que João baptiza, está a esperança da renovação do mundo. Ele é o sinal do amor de Deus a favor de todos. Assim, tudo o que seja desesperança há-de encontrar uma luz, um sentido novo Neste Filho de Deus que se deixa marcar pelo amor. Este mundo onde reina a injustiça, a malvadez contra os mais fracos, a soberba que acolhe os amigalhaços ou os mais bafejados pela dita sorte, não marcará jamais o seu lugar perante a força vibrante do anúncio da fraternidade, a igualdade e a liberdade do encontro do Deus do amor, que este Filho representa.

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