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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

A espiritualidade e a humanidade

não há espiritualidade sem humanidade. Pode um ateu ou agnóstico ser profundamente humano, cumprir escrupulosamente os seus deveres de cidadão, viver a solidariedade de forma irrepreensível e reconhecer os outros como seus semelhantes que deve respeitar e amar. Ninguém nega isto. Tão óbvio e tão assumido por tantas pessoas nos nossos tempos. Mas, vamos aos que assumem a vida numa dimensão da espiritualidade ou a preenche com a prática religiosa. Assim, é claramente aceitável uma pessoa que recuse a espiritualidade sem deixar de viver a sua dimensão radicalmente humana. Porém, é impossível de aceitar uma pessoa que não conceba a sua vida fora da espiritualidade e ser desumana ou viver de forma que recuse a prática humana no seu dia a dia. Quanto mais espiritual mais humano. Se não for assim, a espiritualidade não passará de um espiritualismo desencarnado, fora do mundo e da vida concreta. Na humanidade supõe-se a espiritualidade. À espiritualidade nunca pode faltar a humanidade, caso contrário, morreremos na praia do fundamentalismo patético e inútil. 

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