


O
anúncio, é que já não será ele a inaugurar mais esse futuro restauro do tecto
da Sé, porque já está "nisto" há muito tempo, disse. Parece que já
vai percebendo. Será? - Mas quem sabe se queria antes dizer que já não será ele
a inaugurar porque ninguém dentro e fora do partido quer que seja ele e estão
loucos para o verem longe daqui? - Há desabafos que anunciam mais pelo que não é
dito, mas pelo que representam, ainda mais se tivermos em conta que se estava
num ambiente tão inspirativo como é a Sé do Funchal.

Caros
leitores, como podem reparar não virei costas ao homem, como ele já uma vez me
fez em São Roque no casamento da ilustre deputada ao parlamento Europeu Cláudia
Monteiro de Aguiar, quando me dirigi para o ambão a fim de pronunciar a homilia…
Os gestos ficam para quem os fazem, é isso!
Já aludi à pedincha neste texto. Explico-me. Faço aqui constar que o pior não
entra nas crónicas deste distinto evento da comum união dos senhores do tempo e
do templo, muito menos constará certamente nas notícias de amanhã. A porta da
Sé foi literalmente limpa para fazer passar as entidades convidadas para o
evento. Os pobres que habitualmente fazem o seu poiso por ali a pedir umas
míseras moedinhas foram enxotados pela Polícia de Segurança Pública. A porta da
Sé tinha que estar limpa, para que os «fazedores» de pobres não tivessem que
ver quem ali estende a mão todos os dias. O brilho do retábulo que
testemunha o brio dos 500 anos, a iluminação elogiada por todos, a beleza do
conjunto e a catequese inspiradora dos vários quadros bíblicos que a Capela Mor
da Sé do Funchal deixa transpirar não conjugam com maltrapilhos, estepilhas
espojados na porta da Sé a pedir esmolas, pelo menos neste dia… Fora com essa
gente.
Misérias, mete-se debaixo do tapete porque a hora é de mostrar só o
bonito. Aliás coisa que foi bem salientada nos vários discursos. Ainda mais ficou
dito e bem dito, esta semana de festejos vai passar totalmente ao lado dos «toscos
que se contorcem de inveja porque esta Diocese já foi a maior do mundo», dixit
Presidente do Governo Regional da Madeira, como se este feito fizesse a Madeira
dos nossos dias ser mais feliz.

Mas vamos ao que interessa. O restaura do conjunto da Capela Mor não envergonha
ninguém. Está realmente bonito, bem iluminado... Estamos perante uma saída
limpa, como se diz agora. E assim, vamos nós contando 500 anos de Igreja onde
parece salientar-se mais o requinte, o brilho, os retábulos ricamente ornados e
requintados. Quanto às ovelhas negras e mal cheirosas não entram no quadro,
porque os homens do templo e do tempo não se passeiam com estepilhas mal
amanhados nos corredores do poder. E quanto a isso, pode o Papa Francisco
bradar até à saciedade que os pastores religiosos ou não devem sentir o cheiro das
ovelhas, que por cá a música e a iluminação serão sempre outras.
Também saliento e louvo o livro lançado ontem no claustro da Igreja do Colégio: «Diocese do Funchal, Oragos e paróquia», uma edição bilingue com textos do Padre António Héctor Figueira e Fotografias de David Francisco. Um percurso interessante sobre as Paróquias e os seus oragos, que pode ser de grande utilidade. Não percam!
Também saliento e louvo o livro lançado ontem no claustro da Igreja do Colégio: «Diocese do Funchal, Oragos e paróquia», uma edição bilingue com textos do Padre António Héctor Figueira e Fotografias de David Francisco. Um percurso interessante sobre as Paróquias e os seus oragos, que pode ser de grande utilidade. Não percam!
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