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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

A exuberância da festa do Carnaval

1. A festa do Carnaval já existe desde a Antiguidade. De facto, não se conhece ao certo a origem do Carnaval, assim como a origem do nome. Historicamente é uma festa popular colectiva, transmitida através dos séculos como herança de  antiquíssimas festas pagãs realizadas entre 17 de dezembro (Saturnais – em honra ao deus Saturno, na mitologia grega) e 15 de fevereiro (Lupercais – em honra do deus Pã, na Roma Antiga).

2. Não há unanimidade quando à origem do Carnaval. Tem origens diferentes segundo os investigadores. Há os que defendem que a comemoração do Carnaval tem as suas raízes em alguma festa primitiva, de carácter orgíaco, realizada em honra da primavera. Em certos rituais agrários da Antiguidade (10.000 A.C. ), homens e mulheres pintavam os rostos e os corpos e entregavam-se à dança, à festa e à embriaguez. Outros autores acreditam que o Carnaval tenha se iniciado nas alegres festas do Egipto em honra da deusa Ísis (2.000 aC).

3. O Carnaval pagão começa quando Pisistrato oficializa o culto ao deus Dionísio na Grécia, no século VII aC. O primeiro foco de grande concentração carnavalesca de que se conhecem fontes seguras acontecia no Egipto, era dança e a cantoria em volta de fogueiras. Os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais.

4. Depois, a tradição espalhou-se pela Grécia e Roma, entre os séculos VII e VI D.C. Nessa época, sexo e embriaguez já se faziam presentes na festa. Em seguida, o Carnaval chega a Veneza para, daí, se espalhar pelo mundo. Diz-se que foi lá que a festa tomou as características actuais, com máscaras, fantasias, carros alegóricos, desfiles.

5. No início do Cristianismo, a Igreja deu uma nova orientação à festa do Carnaval, conferiu-lhe um sentido mais de acordo com a mensagem cristã, tendo em conta que esta festa estava  associada ao calendário cristão, porque antecedia a Quaresma. A festa do Carnaval fazia jus ao seu sentido literal: "carne-vades" (adeus à carne), para que os cristãos logo no dia seguinte (quarta feira de cinzas) entrassem em clima de oração, penitência e jejum de quarenta dias, como preparação da gente festa cristã, a Páscoa (Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo).

Via blogue "Fiel Católico"

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