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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Semana de Unidade dos Cristãos - 2º dia

Leitura bíblica para o 2º dia da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, 1 Cor 12, 12-27:
«Pois, como o corpo é um só e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, apesar de serem muitos, constituem um só corpo, assim também Cristo. De facto, num só Espírito, fomos todos baptizados para formar um só corpo, judeus e gregos, escravos ou livres, e todos bebemos de um só Espírito. O corpo não é composto de um só membro, mas de muitos».
Esta metáfora do corpo é interessante. São Paulo enaltece a riqueza da diversidade («muitos membros») em função da unidade que forma o corpo.
Face a isto o que se pode dizer a quem está a formatar pessoas para pensarem do mesmo modo e fazerem todos o mesmo discurso, o mais oficial possível?
O que dizer de quem repudia a criatividade? E a ousadia do pensamento que se deixa conduzir pela acção sempre surpreendente do Espírito Santo?
O que dizer de quem na Igreja Católica têm medo da transparência e da verdade? Ou é melhor pregar a verdade e depois não pôr em prática? No filme «Ondine» declarou-se o seguinte: «A verdade não é o que se sabe é aquilo em que se acredita». Neste domínio, teremos que deduzir que a verdade anunciada por muito cristianismo é apenas isso, uma verdade que se sabe, mas não se acredita? - Não quero, recuso chegar a esta conclusão...
No fim, fica o pensamento do Padre António Vieira quando diz sobre a verdade, isto é, de quem aponta para a verdade que serve o bem comum: «Quem sabe dizer as verdades que todos calam, ele só merece ser mais amado que todos. Não há-de ser o amado quem cala as verdades que os outros calam, senão quem diz as verdades que os outros calam». (in Sermões - 92).
Ao que leva então achar-se dono do que quer que seja, dando conselhos a todos, como se tivesse Deus na barriga, ou quem sabe noutro membro do corpo, que não me atrevo nomear? - Serve este desejo de unidade inconsequente para repudiar, afastar e isolar ainda mais cada uma das igrejas no seu reduto sectário. Não era esse o sonho de São Paulo, muito bem expresso nesta ideia: «De facto, num só Espírito, fomos todos baptizados para formar um só corpo, judeus e gregos, escravos ou livres, e todos bebemos de um só Espírito»...
JLR

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