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sábado, 2 de janeiro de 2016

Um Deus que nasce para nos fazer renascer

O dia da Epifania é, tradicionalmente chamado, o Dia de Reis.
A Epifania é o reconhecimento dos direitos messiânicos de Jesus de Nazaré por não-judeus, é a manifestação de Jesus ao mundo pagão.
Uma tradição mais tardia falou de Reis Magos, aplicado a estes sábios que vieram do Oriente adorar o Menino, e pretendeu com isso, provavelmente, reforçar a glória de Jesus Cristo.
Este menino, que nasceu não tem dono. Foi enviado por Deus ao mundo por meio de uma mulher, para toda a humanidade. A grande mensagem que nos fica deste Dia dos Reis resume-se a esta novidade: Deus nasce não apenas para alguns mas para todos os homens.
O Deus Menino é a luz celeste (Ouro) que se abaixa até ao mais fundo da humanidade para a elevar para o alto (Incenso); e é o Deus santo e fonte de santidade (Mirra) que pretende santificar não apenas um povo mas todos os homens e mulheres do mundo.
É surpreendente e quase comovedora esta abertura de Deus e arrasa todas as tentativas de apropriação de uma realidade que não pertence a ninguém, porque não é deste mundo. Vem do lugar santo de Deus para elevar e divinizar todos os homens. Não será em descabido lembrar que Santo Ireneu confirmou que em Jesus nós tornamo-nos «deuses», isto é, divinizou-se a humanidade.
A Epifania é o outro nome pelo qual se redescobre o acontecer de Deus e para que essa luz nos ilumine a fé e a esperança como caminho que nos leve à relação de amor com todos os que se cruzam na nossa vida. 
A mensagem da paz e do amor, sinal do presépio, são ecos de Deus que ressoam do Seu coração para todos os recantos deste mundo sedento de salvação. Deixemos, pois, Deus acontecer e manifestar a sua graça a todo o mundo, que pelo nosso empenho se renova para o bem universal. 
Trata-se de um Deus que se faz pequenino, para nos fazer a todos grandes para o amor. Por isso, que se inscreva esta certeza: «Sempre que nasce uma criança é sinal de que Deus ainda acredita no ser humano». Nós precisamos também de acreditar verdadeiramente nisso para valorizarmos «o melhor do mundo», que são as crianças segundo o enorme pensamento poético de Fernando Pessoa.

1 comentário:

José Ângelo Gonçalves de Paulos disse...

A grandeza do homem não está nas seus vorazes apetites de devorador de tudo e de todos ou dos seus inclináveis desejos de ser soberano ou viver em regime de suserania. O nosso DEUS manifestou-se na pobreza, tal como todos os seus seguidores fizeram-se pobres e humildes. DEUS manifesta-se sempre na Outra e no Outro e hoje nos outros seres e na nossa Mãe Terra. De tal maneira, que S. Francisco de Assis na sua benevolente cosmovisão a tudo e a todas e a todos tratava-os por irmãos e irmas, incluindo a morte física. DEUS é infinitamente misericordioso e a sua Epifania manifesta-se também no PERDÃO e no AMOR comprometidos. Saibamos ler a Magna Mensagem do Papa Francisco e todos os seus documentos, incluindo as encíclicas, que penso que a maioria dos cristãos ficaram pelos benditos terços. Mesmo os mais letrados. Há uma grande iletracia, por parte dos católicos . A Indiferença aos problemas do mundo actual começa também aí. Grande Abraço e Bom Ano para Si, Caro Amigo e toda a sua Familia e as suas familiares Comunidades que lhe foram confiadas.