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terça-feira, 3 de maio de 2016

Dicas essenciais para a educação do século XXI

Uma entrevista que vem no Expresso online, sorte que o acesso é livre, feita por e-mail, a Andreas Schleicher, diretor do departamento de Educação e Competências da OCDE. Deve ser lida por todos os professores especialmente, mas também por todos os pais e agentes da educação. A citação seguinte provocou-me um sobressaltar, porém, pensando bem, tem tudo a ver com a realidade dos nossos dias. Podem ler na íntegra AQUI.
«Há uma geração, os professores tinham a expectativa de que o que ensinavam aos alunos seria válido ao longo de toda a vida. Hoje, as escolas têm de preparar os estudantes para uma mudança socioeconómica mais rápida do que alguma vez foi, para empregos que ainda nem sequer foram criados, para usar tecnologias que ainda não existem e resolver problemas que ainda não sabemos que vão surgir. O sucesso educativo já não reside maioritariamente na reprodução de conteúdos, mas na extrapolação daquilo que sabemos e na sua aplicação criativa a situações novas. Ou seja, o mundo já não recompensa as pessoas apenas por aquilo que sabem — o Google sabe tudo — mas por aquilo que conseguem fazer com isso. Por isso, a educação tem cada vez mais que ver com o desenvolvimento da criatividade, do pensamento crítico, da resolução de problemas e da tomada de decisões; e com formas de trabalho que implicam comunicação e colaboração. Se passarmos toda a nossa vida fechados numa única disciplina, não conseguiremos desenvolver as competências para perceber de onde virá a próxima grande invenção. É por isso que fazemos das “Competências Globais” o foco do próximo teste do PISA. Mas penso que no século XXI temos de ir mais além e reconhecer que o conhecimento e as competências não são suficientes per se. Os banqueiros que arruinaram o nosso sistema financeiro eram, provavelmente, pessoas altamente criativas e com espírito crítico. E alguns dos que têm o espírito mais empreendedor estão à frente de organizações mafiosas, em vez de servirem o seu país. Por isso, temos também de ter em conta qualidades mais vastas a nível do carácter, como a empatia, a resiliência, a curiosidade, a coragem, a liderança e também os valores (para pensarmos muito sobre que género de educação é que temos hoje). Fazer isto de forma pensada e sistemática é o que mais distingue o currículo do século XXI do ensino tradicional».

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