Escrever nas estrelas
1. O mundo
antigo desconsiderava a mulher, o seu papel era desvalorizado e a sua condição
era menosprezada. Porque era considerada um ser menor, que só servia para
procriar, fazer os trabalhos mais duros das lides domésticas e da agricultura.
Havia uma oração judaica que dizia o seguinte: «Dou-te graças, ó Deus, por não
me teres feito mulher». Parece que ainda há muita boa mentalidade destorcida
que ainda nos dias de hoje não se inibe de fazer este lamento…
2. No tempo de
Jesus a mulher era considerada uma propriedade da vertente masculina da
humanidade (o pai ou o marido). Esta forma de pensar elencava a fortuna do
homem nesta base, era possuidor de escravos, das terras e da mulher. A mulher
era vista como pecadora e mentirosa. A sua palavra em qualquer circunstância
valia zero. Para pouco ou nada servia a sua palavra, por isso, não podia testemunhar
num julgamento e se ainda assim o fizesse não tinha muito valor.

4. Os Evangelhos falam
de nomes claros das mulheres de Jesus: Maria Madalena, que Jesus curou de «sete
demónios», Salomé, mãe de João e Tiago, Maria de Cléofas, prima ou irmã da mãe
de Jesus, Suzana e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes Antipas. Quem
não se lembra do episódio interessante da visita de Jesus a Jerusalém, onde nos
dá conta da grande amizade com a família de Lázaro, com as suas irmãs Marta e
Maria. Jesus estimava muito esta família e muitas vezes passou pela casa de
Lázaro.

6. O grupo de
Jesus tinha muitas mulheres. Os tempos de hoje, vá lá saber-se com que
interesses, muitos não querem ainda reconhecer esse dado. Obviamente, que será
até a um dia, porque a realidade vai impor-se por si mesma. Não fôssemos nós
termos a certeza mais do que segura, que é uma injustiça contra o Evangelho e
contra a vontade de Jesus.
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