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terça-feira, 16 de abril de 2013

O mundo está perigoso



As redes mafiosas não têm mãos a medir e promovem as redes de indocumentados de vindos dos países mais pobres do mundo. A exploração parece ser feroz e implacável. O submundo destas redes parece ser de uma terrível e desumana faceta sem precedentes na história do mundo.
O comércio de seres humanos está cada vez mais próspero e parece que as malhas da prostituição ganham terreno em todos os quadrantes sociais.
As máfias florescem à vista de todos e tomam conta de sectores cruciais das sociedades, cujo único objectivo é lutar sem piedade pelo lucro fácil, mesmo que seja na base do comércio de seres humanos.
Os governos que se converteram em desgovernos, porque implementam políticas contra os seus povos em nome do vil metal ao serviço de grupos financeiros e económicos sem rosto, são o maior perigo para os povos. Nada mais provoca insegurança e medo do futuro do que ter que conviver com um governo pretensamente legitimado pelos votos, que não devendo o povo e especialmente os mais vulneráveis, os mais fracos. Um mundo perigoso que sabemos para que está, mas não sabemos o que pode fazer contra nós para lá chegar. 
O Cardeal Maria Martini, proponha um caminho para este panorama assustador que nos persegue, a via do diálogo. E o facto do sepulcro estar vazio é um bom sinal. A vida venceu o medo e derrotou o abismo do sofrimento e da morte. Todos são convocados para encetar caminhos de progresso humano para todos.
O medo e a desorientação geral não podem ter a última palavra nem podem ser motivo de derrota final. Devem isso sim, ser uma possibilidade de redenção que nos junte a todos e que dessa forma se imaginem novos modelos e novas formas de vida que nos orientem para a verdade da felicidade.
A desresponsabilização pessoal que vivemos, que leva a que cada um não se sinta sujeito do que faz e do que é, parece fazer alguma confusão. Porém, não nos podemos deixar vencer. É preciso, é urgente não se demitir da sua história pessoal e cada um deve ser capaz de enveredar pelas vias da salvação.
A abundância de notícias sobre a muita insegurança que se vive; a violência quotidiana que parece conviver com todos em cada esquina da vida; a exclusão social dos emigrantes vindos de tantos lugares do mundo; A pobreza e a fome que aumenta em cada dia a terrível paisagem; a tendência generalizada para o egoísmo que desemboca em integralismos desumanos, muitas vezes, com pontos de vista muito vincados; a teimosia das máfias que parecem dominar o mundo com redes secretas do comércio ilegal, tanto de drogas e tanto de seres humanos... Não podem ser os caminhos predominantes. 

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