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domingo, 28 de outubro de 2012

Uma voz a favor dos fracos e contra a morte de Portugal


 O bispo D. Januário volta a criticar o governo de Portugal pelas medidas profundamente injustas que teima em levar para diante, que prejudicam os mais pobres em detrimento dos grandes deste país que não abdicam das mordomias e de salários de luxo. Daí ter feito hoje uma homilia profética e apegada à denúncia contra as injustiças que é o melhor que o Evangelho nos ensina - reparem uma homilia numa celebração da Eucaristia no dia do Exército. Muito bem. É  deste homem da Igreja de Jesus Cristo, D. Januário Torgal Ferreira, que já rebentaram títulos a favor dos mais fracos e contra os poderosos que teimam em vender a nossa alma ao diabo. Dizem assim alguns dos títulos: «D. Januário Torgal lança fortes críticas ao Governo»; «Bispo das Forças Armadas diz que Vítor Gaspar usou de 'linguagem salazarista'»; «Só os trabalhadores é que apanham no lombo, pergunta Dom Januário» e hoje cai em cima com este apelo essencial para este tempo em que vemos meia dúzia de ignorantes a vender a pátria que tanto trabalho deu a tantos a construir. Afirma o Bispo: «é necessário o empenho de todos na reconquista da independência económica e financeira do país, mas não à custa dos mais necessitados» - Disse.
Esta luz que brilha no episcopado português, é a única, a melhor perante o nevoeiro de silêncio que paira na maioria dos bispos, que se entretêm a fazer discurso triunfalistas sobre uma Igreja Católica que já não existe, animadinhos e submissos aos «seus legístimos superiores» (como gostam de dizer), a falar de fé em nossa Senhora e nos Santos, muito longe de Jesus de Nazaré, porque a fé de que falam deve estar reservada ao intimismo e ao domínio das sensações, porque uma fé militante que empurra para a rua e para a luta diária pelos direitos humanos, pela dignidade e pelo Bem Comum, é uma fé que não serve a maioria dos «nossos» bispos. É melhor um bando de «Doroteias» a rezar na penumbra das capelas e das igrejas, na defesa hipócrita da «moral e dos bons costumes» que gente animada a fazer manifestações «inúteis» que nada resolvem como alguns têm o displante de apregoar nos seus discursos (digo discursos, porque enquanto não fizerem do púlpito o lugar da pregação sobre o Evangelho com esta dimensão profética como o fez hoje o D. Januário não lhes chamarei de homilias).
Neste sentido, não podemos desanimar e contamos que dentro do episcopado há pelo menos uma com uma voz, nem que seja uma, para proclamar alto e bom som a defesa dos mais fracos, dos pobres deste país. Não estmos sós. Por isso, vamos colocar-nos ao lado deste homem, porque deve estar a sofrer uma perseguição enorme junto dos seus pares e já devem estar na rua o bando das «Doroteias» deste país e desta Igreja Católica com o seu fundamentalismo exacerbado para condenar o homem às penas duras do fogo do inferno. Fomos por ele chamados à luta contra estes energúmenos que tomaram o poder do nosso país sabe Deus como e para levarem adiante um plano que destrói a nossa nação e o nosso povo em cada dia que passa.
Dizem que devia estar presente na celebração da Eucaristia o «distinto» Ministro da Defesa, que ostenta o pujante nome de Aguiar Branco, fez-se rogado, amuou e não esteve presente. É deste calibre esta gente que foge à verdade e volta as costas ao bem, porque se sentem incomodados com alguém que lhes aponta a careca e destapa os seus intentos absurdos contra os mais necessitados. As verdades não servem a estes Aguiares que se escondem no Branco do nevoeiro que eles acham que nos encegueira a visão.
A voz de D. Januário, mesmo que sendo aquela voz isolada no episcopado português (até ver, porque não tardará nada a vingança dos poderosos contra ele), não nos deixa órfãos, retempera a nossa esperança e coragem para nos empenharmos na luta pela verdade das coisas. Somos chamados a tomar a sério a defesa dos mais fracos deste nosso país agarrado às mãos de gente sem escrúpulos, porque não se inibe de levar adiante medidas que violentam as nossas famílias, põem em causa a pátria só para satisfazer os caprichos dos grandes grupos económicos e os monstros da alta finança que saqueiam em nome do vil metal o mundo, os seus recursos em proveito da sua ganância e do se egoísmo...
Não vamos permitir que esteja no fim o nosso país e o nosso povo. Vamos levantar a nossa voz e dizer bem alto que morreremos se necessário pelo nosso amado país PORTUGAL. 

1 comentário:

Graça Pereira disse...

Ouvi a sua homilia e...gostei!
A verdade, não pode ser mais escondida!
Bjs
Graça