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sábado, 20 de outubro de 2012

Missão


Não vejo o sol diante desta sombra
Que a inquietação desvela
Só resta a fé no caminho que se faz
No vale da paixão pelo trabalho.

Nesta firme certeza se encanta
Porém uma missão pelos outros
Quando fecho os olhos
A toda a provocação da indiferença.

Então calam-se as árvores solidárias
Na encosta das pedras do meu tempo
Quando no inverno da solidão
Choram as lágrimas salgadas da fome.

Assim veio nesta esperança
Um fermento de alegria
Que se fez útil e riqueza
No horizonte que vislumbro pela fé.

Nesta experiência silenciosa e minha
Digo tudo no esquecimento
Na ilusão deste mundo que vejo.
José Luís Rodrigues
Nota do Banquete: Poema dedicado a vós todos os leitores deste espaço. Bom fim de semana com a paz e bênção de Deus!