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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Questionário do Papa Francisco para o Sínodo sobre a Família (V)

Grupo 5 do questionário do Lineamenta para o Sínodo extraordinário sobre a família. Eis o meu contributo...
QUESTIONÁRIO (V)

5. Sobre as uniões de pessoas do mesmo sexo

a) Existe no vosso país uma lei civil de reconhecimento das uniões de pessoas do mesmo sexo, equiparadas de alguma forma ao matrimónio?
- Sim, existe.

b) Qual é a atitude das Igrejas particulares e locais, quer diante do Estado civil promotor de uniões civis entre pessoas do mesmo sexo, quer perante as pessoas envolvidas neste tipo de união?
- A atitude das Igrejas particulares e locais em relação a estas leis tem sido simplesmente ignorar com medo de se meter em polémicas.

c) Que atenção pastoral é possível prestar às pessoas que escolheram viver em conformidade com este tipo de união?
- Ainda há uma homofobia transversal a toda a sociedade e se quisermos ser justos, muito forte dentro das comunidades cristãs-católicas. Apelar ao respeito e permitir que cada pessoa siga o seu caminho sem que se violente a sua dignidade. Não condenar e abrir-se a todos os que desejem participar na vida e na oração da Igreja estejam em quaisquer condições. A Igreja pode ter um papel importante para reverter o sentimento terrível que se instalou no coração da humanidade dos nossos dias contra os casais do mesmo sexo e contra tudo o que seja diferente. A pluralidade e diversidade são amadas por Deus. É preciso respeitar e integrar, depois deixar ao cuidado de Deus a salvação, nós, Igreja, somos apenas instrumentos dessa acção salvífica de Deus.  

d) No caso de uniões de pessoas do mesmo sexo que adoptaram crianças, como é necessário comportar-se pastoralmente, em vista da transmissão da fé?
- Sempre com a ideia do acolhimento e do respeito bem presentes. Alguns casais do mesmo sexo têm crianças ao seu cuidado que resultam de anteriores relações falhadas, para todos os efeitos formam uma família, por isso, devem ter à sua disposição a misericórdia e o amor da Igreja. Ninguém deve ser desprezado porque está a crescer num contexto que não é o habitual ou o dito normal. Mais razão deve aí encontrar toda a Igreja fortes desafios para viver os valores do Evangelho seguindo o exemplo de Jesus que não marginalizou ninguém nem muito menos quando confrontado com a realidade seja conditio sine qua non a situação concreta de vida de cada pessoa para derramar o amor e a salvação. 

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