No fim-de-semana transacto realizou-se
em Fátima no Centro Pastoral Paulo VI o encontro Nacional das equipas de Nossa
Senhora (ENS), sob o tema: «A Transmissão da Fé em Família».
O encontro serviu para a partilha de experiências da vida em
casal/família, para tomar conta das enormes sensibilidades que povoam nas
muitas equipas existentes nosso país e no mundo, mais ainda centrou-se a
partilha na formação cristã, humana e familiar com três conferências com
elevada profundidade, resta salientar que a oração esteve presente em muitos
momentos marcada com a beleza, a profundidade e o sentido apurado do convite à
interioridade.
Podemos enquadrar esta nossa
reflexão/testemunho sobre este encontro de casais nacionais em três dimensões:
o encontro, a oração e a formação.

2. A oração. O encontro nacional das
ENS, como não poderia deixar de ser, fica sempre marcado pela oração. São
vários os momentos de interioridade onde se destaca a oração da manhã, as
Laudes, devidamente preparadas com nobres vozes e instrumentos que fazem entoar
os salmos até à dimensão espiritual da vida. Foram um momento solene de
interioridade, de reflexão e de encontro com Deus e connosco mesmos.
Obviamente, que tendo em conta o lugar onde se realizou o encontro não podia
faltar a sempre intrigante reza do terço e seguido de procissão de velas. No
último dia a celebração da Eucaristia marca também este momento como saudável
partilha do amor de Deus que se distribui na Palavra e no Pão do altar. Serve
este momento para o enorme de silêncio e para o encontro fraterno, onde se
escuta os ensinamentos de Deus para a continuação da vida em casal, em família,
na sociedade e no mundo.
3. Por último, destaque-se a formação.
Esta dimensão do encontro nacional das ENS, fica preenchido com três altos
momentos de reflexão e de formação para o aprofundamento cristão e humano das
equipas de casais e particularmente dos casais presentes no encontro. Podemos
falar de formação humana, espiritual e teológica.
A primeira conferência foi proferida
pelo Pe António Augusto, da Diocese do Porto, «A fé, Vida e Família: o papel da
família na educação para fé». A segunda ficou a cargo de D. Manuel Clemente,
Patriarca de Lisboa, «Pensar a Família hoje: Viver e transmitir a Fé» e a
terceira foi proferida em francês pelo Pe Paul-Dominique Marcovits, «Transmitir
a Fé em Família: o Pe Caffarel, o Matrimónio e as ENS».
Os conteúdos dos três conferencistas,
obviamente, que pouco divergiram. Cada um ao seu modo apresentou novidades,
desafios e propostas interessantes para o debate que muito longe anda de estar
esgotado. A conclusão principal que se tira é que a família hoje está num processo
de viragem que ainda não se vê onde vai parar. Os desafios são imensos. E todos
os contributos devem ser tomados a sério e com espírito aberto. Ninguém tem a
verdade única e absoluta sobre este mundo novo onde se insere a vida familiar
nos tempos de hoje.

Por fim, resta salientar
que este momento de encontro a todos níveis foi enriquecedor para que a nossa
vida se faça com um espírito cada vez mais aberto a todos os desafios por que
passam as nossas famílias. Abrir o coração a esta realidade não deve ser apenas
mais um momento entre tantas coisas que vamos fazendo na vida, mas uma necessidade
urgente.
1 comentário:
A oração em família quase desapareceu aqui por perto.
Comparativamente com a sociedade Há cinquenta anos parece que somos uns ateus...
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