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sábado, 14 de novembro de 2015

Hoje somos todos de Paris

Não há nada para dizer
Se os meus olhos viram
A morte inocente
A ferida inesperada
E rasgada a frio
No chão do tempo
Pintado pelo sangue do ódio.

Porquê derramar o terror?
Ainda mais em nome
De deuses pequeninos
Que se regem pela lei da bala
E dormem no fio cortante das facas.

Não creio em deuses assim
Não creio na humanidade
Criadora de deuses.
Creio no amor
Creio na paz
Creio na liberdade
Creio na fraternidade
Creio na igualdade…
Creio, se preferirem,
No Deus que todos os dias
Que passando adiante deles
Serve à mesa dos corações humanos
Estes saborosos ingredientes.
Não digo mais nada. Porque o silêncio
É a melhor palavra para dizer o luto.  
José Luís Rodrigues

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