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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

O conservadorismo contra a Igreja de portas abertas

Destaque de um extraordinário artigo de Francesco Peloso no site DOMTOATAL: «As tropas ultratradicionalistas não aguentam: o papa que veio do fim do mundo não as agrada, nunca lhes agradou, para dizer a verdade, só que agora o ruído de fundo, o descontentamento que se sentia como um rumor à distância, explodiu.
O papa não é católico, acusam elas, é quase um herege, melhor; elas se aproximam, assim, das clássicas posições sedevacantistas dos lefebrvianos, a Fraternidade São Pio X, que continua sendo, para muitos deles, um ponto de referência.
O ponto de inflexão foi o Sínodo sobre a família ou, melhor, os dois Sínodos: por muito tempo, a ala conservadora mais intransigente cultivou o objetivo de frustrar o projeto reformista do papa que colocava fora de jogo a doutrina concebida como ideologia: quem está em regra está dentro; todos os outros estão fora. Nada de misericórdia, nada de amor de Deus, nada de acolhida: portas fechadas, e não se fala mais disso». LER AQUI
Mas, no entanto, «Além disso, não há revolução que não crie conflitos, e o papa sabe muito bem disso. Assim, o próximo Sínodo poderia ter como tema – sugeriu o cardeal Óscar Rodríguez Maradiaga, próximo do pontífice – a descentralização da Igreja, ou seja, a potencialização do papel das Conferências Episcopais nacionais, das dioceses individuais, dos sínodos continentais. Uma Igreja capaz de discutir sobre tudo, portanto, em que o papa seria a garantia da unidade. Em tal projeto certamente há pouco espaço para os ditames da Cúria vaticana».
E mais ainda, melhor do que ninguém sabe o Papa Francisco do que se está a passar e denuncia-o com clareza: «Por fim, o papa deu um golpe indireto, mas bem mirado, nos seus detratores, falando de Dom Óscar Arnulfo Romero, o bispo assassinado por grupos armados de extrema direita em El Salvador em 1980 e que se tornou símbolo da luta evangélica contra a opressão dos mais pobres.
O seu martírio, disse o papa, continuou até mesmo depois da morte: "Uma vez morto – eu era um jovem sacerdote e fui testemunha disso – ele foi difamado, caluniado, sujado. O seu martírio continuou até mesmo por parte dos seus irmãos no sacerdócio e no episcopado. Eu não falo por ter ouvido falar. Eu ouvi essas coisas."
Em suma, Bergoglio começa a tirar algumas pedras dos sapatos e se prepara, enquanto isso, para o Jubileu da Misericórdia». 
Nota da redação: Quanto a nós, continuemos firmes na esperança e que a convicção da oração nos anime na certeza que a «revolução» do Papa Francisco está no caminho de Deus e que se alimenta do Seu Espírito. É esta a luz da nossa oração pelo Papa.

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