Notas
dos dias
Não sei o que é a fé.
Muitos perguntam. Mais grave é que até já escrevi um livro sobre este assunto,
mais precisamente sobre «o que a fé não deve ser». Hoje provavelmente não o
escreveria. Mas está escrito, anda por aí.
Perante isto dirão
alguns, um padre não saber o que é a fé é muito estranho. Mas já não estranharei
tanto se vos disser que ela é importante para a vida. Nessa ordem de ideias, a
fé é como aquela lágrima gorda ao canto dos olhos quando a tristeza corta cerce
na profundidade do corpo e da alma ou também quando a vida presenteia um bem
que emotivamente nos alegrou.
Da fé Jesus disse: «se tiverdes fé do tamanho de um grão de
mostarda, direis a esta montanha: ‘Vai daqui para lá’, e ela irá. Nada vos será
impossível». (Mt 17,20). Magnífico.
Das lágrimas Rabindranath
Tagore afirmou: «As lágrimas que choras
na noite pela ausência do sol, não te deixarão ver as estrelas». E é tudo.
As lágrimas e a fé convivem
juntas, será preciso aprender a lavar o caminho da vida que se faz guiado pela
fé e lavado com as lágrimas. Ambos os dons são fruto da acção de Deus em cada
pessoa.
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