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terça-feira, 1 de março de 2016

Descoberta Bíblia com mais de 1500 anos

No ano 2000, foi descoberta uma Bíblia na Turquia com mais de 1500 anos. Alguma comunicação social diz que o Vaticano ficou preocupado e outros vão ainda mais longe e afirmam, que está em pânico. Porque, parece, que o achado contém um evangelho de Barnabé, que teria sido discípulo de Jesus Cristo, que viajava com o Apóstolo Paulo. O Jesus descrito por Barnabé, afirmam ser mais parecido com o que diz o Islamismo. 
Desde o ano da descoberta, a Bíblia tem estado em segredo absoluto na cidade de Antara por líderes religiosos católicos. Depois de várias análises e estudos o objeto é original, toda feita em couro e escrita num dialeto do aramaico, língua que era falada por Jesus. Por causa da ação do tempo, o livro já apresenta as páginas escurecidas.
A preocupação vaticana, tudo indica, resulta do fato do texto atestar que Jesus Cristo nunca foi crucificado, além de também não ser filho de Deus, mas um profeta. Noutra passagem o Apóstolo Paulo é considerado um «doloso» e diz que o Apóstolo Judas Iscariotes (o traidor) teria sido crucificado no lugar de Cristo, tendo então Jesus, ascendido ao céu vivo, enterrando-se assim a história de que Ele ressuscitou. Noutra passagem, o livro fala sobre o anúncio feito por Jesus da vinda do profeta Maomé, que fundaria o Islamismo 700 anos depois de Cristo. O texto prevê ainda a vinda do último Messias islâmico, que ainda não aconteceu.
As notícias vão adiantando que a descoberta sobressaltou o Vaticano, que pediu às autoridades turcas que permitissem aos especialistas da Igreja Católica avaliar o livro e o seu conteúdo. 
Nada disto nos deverá surpreender. Não é novo que a Bíblia Cristã/Católica tem um conjunto de livros que foram selecionados de acordo com critérios previamente colocados e que estes livros entraram no Canon e outros ficaram de fora. Porém, deve também ser seguro que a Bíblia que nós temos, é uma biblioteca que contém uma série de livros, mais do que suficientes para darem consistência à fé e fazerem ver que o caminho da esperança é o único que dá sentido à vida. Melhor ainda devemos crer e estar mais do que seguros de que se uma grande parte daquilo que a Bíblia que temos nos ensina for saboreado e vivido com seriedade, este mundo pode ser melhor para todos.
Por isso, mesmo que existam mais tantos livros na mesma quantidade dos que compõem a Bíblia que nós temos, provando tudo ao contrário do que aprendemos e lemos na Bíblia, em nada vai prejudicar a admiração e a fascinação por Jesus Cristo. Quando se acredita numa causa ou num projeto tão razoável e tão lúcido como aquele que nos é dado pelo Evangelho de Cristo, nenhuma perturbação nos fará desviar do caminho.
Os acessórios relativamente à «coisa» religiosa abundam como cogumelos e todos os dias surgem outros tantos, mas se nos mantemos seguros no essencial e não nos desviamos do centro, nada nos perturba, nada nos demove e nada nos cega os olhos da alma.  

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