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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Carta de Chesterton apaixonado

Querida Mildred:
Quando me levantei esta manhã, lavei cuidadosamente as minhas botas com água e engraxei o meu rosto. Então, vestindo o casaco com graciosa facilidade com os botões virados para as costas, eu desci para o café da manhã e alegremente coloquei café nas sardinhas e levei o meu chapéu ao fogo para fritar. Estas atividades irão dar-lhe uma ideia de como eu estou. A minha família, vendo-me sair de casa através da chaminé e colocar a grelha da lareira debaixo do braço, pensaram que alguma coisa preocupava o meu espírito. E era verdade.
Minha querida amiga, «estou apaixonado».
G. K. Chesterton
Nada que não permita que tenha sido um escritor de obras admiráveis. Converteu-se ao catolicismo. Um elemento da sua vida, que não o privou do seu sentido de humor muito apurado, aliás, provavelmente serviu para enriquecer ainda mais as suas obras, o que as torna ainda mais cobiçadas pelos leitores. As cartas privadas são extraordinárias e cheias de sentido de humor bem vincado e engraçado. Fica esta carta para que esbocemos um sorriso e nos dediquemos à procura de mais elementos sobre a obra deste grande inteletual inglês.
A sua fé confirma este dado simples, mas cheio de razão desconcertante para quem enche a boca com o ateísmo: «Se não houvesse Deus, não haveria nenhum ateu». E, provavelmente, tudo isto porque «Os mistérios de Deus são mais satisfatórios que as soluções humanas».

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