A fé não é uma cegueira
A cegueira está
por todos os lugares da vida. A cegueira do egoísmo, a cegueira do ódio, a
cegueira da vingança, a cegueira da infidelidade, a cegueira da injustiça, a
cegueira da violência, a cegueira do desprezo, a cegueira da incompreensão, a
cegueira da marginalidade, a cegueira da droga, a cegueira do álcool, a
cegueira da falta de amor, a cegueira das desavenças familiares, a cegueira do
dinheiro, a cegueira da miséria sexual, a cegueira da corrupção, a cegueira da
irresponsabilidade, a cegueira do palavreado obsceno, a cegueira do prazer
fácil, a cegueira do facilitismo, a cegueira do consumo doentio, a cegueira da
reclamação constante dos direitos esquecendo os deveres, a cegueira da doença
verdadeira e tantas vezes inventada por mil razões interesseiras e comodistas,
a cegueira da soberba, a cegueira do poder, a cegueira da pompa, a cegueira dos
títulos e dos cargos políticos e religiosos, a cegueira da vaidade, a cegueira
do luxo, a cegueira da injúria, a cegueira do escárnio, a cegueira...
São tantas as cegueiras
do mundo em que vivemos que requerem um grito forte para que o milagre da
transformação da vida aconteça. Jesus passa por todas as estradas, falta que
aqueles que estão à beira da estrada o reconheçam e sintam que só Ele pode
realizar a libertação. O mundo precisa de acreditar e de ter fé. Porque só esta
qualidade poderá guiar para a verdadeira felicidade.

A fé na pessoa do
Mestre emerge como condição essencial para a construção da história pessoal e
como sinal que nos indica o caminho mais conveniente para verdadeira vida em
Deus.
As cegueiras continuam
a existir não por causa de Deus, mas porque a teimosia interior dos homens é
sempre mais forte que a humildade e a simplicidade. Jesus que passa não recusa
de modo nenhum o grito de todos os que necessitam da Sua ajuda. Por isso, mesmo
que sejam muitos a nos repreenderem e a não quererem ouvir o nosso grito por
Jesus, que nunca nos cansemos de apelar pelo Mestre do amor que deseja sempre o
nosso bem e a nossa salvação.
Fica este pequeno
manifesto contra qualquer forma de cegueira que de alguma forma torna pequena e
indigna a condição humana, facto que se revela sempre contra o Plano de Salvação
e contra a verdadeira fé no Deus que sempre liberta.
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