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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

A violência continua a comandar o nosso quotidiano

1. A tragédia continua bem viva entre nós. Os sinais que as notícias revelam confirmam esta constatação. 
2. O suicídio parece ser a única resposta que alguns encontram para solucionar os seus problemas e a falta de sentido para a vida. Outros resolvem os conflitos e problemas domésticos perfeitamente normais à facada, a soco, a pontapé e a tiro. Neste domínio o ano que ainda agora começou parece oferecer muito maus auspícios. Tanto que se fala, tanto esclarecimento na comunicação social, tanta lei, tanta repressão no domínio da violência doméstica e não há forma de revertermos os comportamentos. 
3. É muito difícil encontrar respostas que nos satisfaçam como razões válidas que nos fizessem compreender alguma coisa desta tragédia. Já não sei o que pensar. Obviamente, que não bastará dizer-se - porque até já cansa bater nessa tecla - que deriva da falta de educação, maus exemplos dos adultos, a comunicação social que só se dedica a fazer eco das notícias negativas, porque são essas que garantem audiências elevadas, que há falta de valores e que ninguém respeita nada nem ninguém. Podemos ainda ensaiar que também terá que ver com a falta de fé na vida como um dom que vem de Deus e que para Deus caminha. Com toda certeza que este pensamento foi banido mente de muita gente, por todas as razões que são sobejamente conhecidas de todos nós e que por hora me escuso de listar aqui. 
4. São muitas as razões e todas elas são razões importantes e que não devemos menosprezar, mas não justificam nada nem podem servir para encolhermos os ombros mais uma vez e considerar que a vida é assim mesmo, por isso, esperamos pacificamente até à próxima desgraça para voltarmos a nos escandalizarmos ou a ficarmos chocados ou tristes. 
5. O que podemos fazer? O que dizer ao mundo e à sociedade que nos rodeia? Como travar a violência? Como sermos mais humanos? Como criar formas de mediação de ajuda quando os problemas surgem para que ninguém recorra à violência contra os seus semelhantes para fazer valer os seus pontos de vista? Como fazer com que nas famílias as condições materiais sejam satisfatórias para que a pobreza não faça valer os instintos bárbaros que ainda existem por todo o lado? - Podem continuar a levantar questões...
6. Fazer perguntas é fácil, dar respostas é muito mais complexo. Porém, não é de somenos ensaiar as dúvidas, pois pode ser já meio caminho para que alguma coisa se perceba sobre esta tragédia quotidiana que nos persegue e que faz vir à tona um terrorismo fatal contra a integridade de tanta gente. Precisamos de não desistir da reflexão sobre estas questões para que esta imagem de desumanidade frequente deixe de nos ensombrar os dias.

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