
2. Não nos admira que o fundamentalismo
encontre facilmente aderentes no seu local próprio, isto é, entre as famílias
muçulmanas, onde a educação e a vivência segue os trâmites da tradição e regras
islâmicas. Porém, deixa-me perplexo e impressiona-me sobremaneira que este
radicalismo encontre adeptos no Ocidente entre famílias cristãs católicas onde
a educação está marcada por uma ética ocidental cristã.
3. Tudo deve ter a ver com a facilidade de
acesso aos meios de comunicação dos nossos tempos. Antes parecia dar-nos alguma
tranquilidade que a guerra estava longe, a fome acontecia em países distantes «habituados»
a serem pobres como os de África, Médio Oriente e alguns da Ásia e América
Latina. Este pensar já não pode tranquilizar-nos mais, porque a qualquer
momento pode ser gerado no seio de uma qualquer família cristã católica um
radical que pronuncia palavras em nome de um «deus violento», cuja ideia do
martírio pode ser o mais disparatado possível.

5. A religião não precisa que sejamos tão
sérios ao ponto de fazer sofrer só porque a cegueira tomou conta do coração e
da alma. Precisamos de procurar uma vivência religiosa que faça crescer o mundo
na fé e na esperança, nunca distorcendo a verdade para que os intentos egoístas
sejam a regra da comunidade mergulhada na mais profunda cegueira e no obscurantismo
anacrónico.
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