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terça-feira, 20 de junho de 2017

Deus e eu...

Deus e eu... Com a Fátima Ascensão. Um texto para ler, rezar e meditar porque nos toca seriamente e quase que dizemos: «este texto é meu». Obrigado Fátima pela beleza e pelo despojamento... Nós ficamos contentes, Deus também, seguramente, porque Ele não fica nada mal... 
Acreditar que Deus existe é uma questão de fé. Ou se acredita, ou não se acredita. Eu acredito.
Eu acredito que Deus é Luz e acredito que Deus está em nós. Sabiamente os mais antigos falavam do parto como o acto de Dar à Luz. É como vejo o nascimento de todos nós. Recebemos o sopro de Deus que mais não é do que recebermos um pouco da Luz que é Deus, e, quando partimos deste mundo, acredito que retornamos à Luz, mais sábios e mais fortes.
Falo com Deus todos os dias. Não estou a falar de Avé-Marias e Pai-Nossos, mas conversas pessoais sobre a minha vida, das pessoas que me rodeiam, da sociedade onde estou inserida e, algumas vezes, sobre o Mundo. Como é possível acontecer certo tipo de coisas? Como permite?...
Injustiça e morte. São os dois temas que mais incompreensão e perturbação causam no meu relacionamento com Deus. Nem sempre temos conversas amenas sobre estes temas...
Para os mais ortodoxos, cometo um grande erro ao questionar Deus. Mas, se Deus nos deu inteligência e liberdade, não foi para pensar sobre as coisas? A fé para ser legítima tem de ser cega? Mas não foi o próprio Deus pelo Seu filho - Jesus Cristo - que revolucionou o mundo e deu outra interpretação aos textos biblícos? Ele não negou os textos do Antigo Testamento. Apenas revolucionou com novos mandamentos que se resume a um só - “Amar a Deus sobre todas as coisas e aos outros como a si mesmo”.
Deus quer-nos a pensar, a questionar e a actuar! Tendo por base o amor. Sentimento tão simples, mas tão complexo.
Da minha experiência de vida constato que só há uma coisa no Mundo que não tem limite – é a maldade. E é aqui que, muitas vezes, confundimos a actuação de Deus com a dos Homens, atribuindo-Lhe culpa que não tem.
A vida não é difícil. Quem faz a vida difícil são os outros Homens. Homens que decidem mal ou decidem fazer maldades.
Compreendendo isto, Deus dá-nos a liberdade de decidir o que fazer e como fazer. Cada qual com a sua capacidade para actuar e na medida em que pode fazê-lo. Por alguma razão é que na liturgia dominical somos lembrados que “pecamos por actos e omissões”. Não fazer o que está em nossas mãos é também reprovável porque actuar pode fazer toda a diferença. O Mundo está cheio destes exemplos. E depois culpamos Deus de certos acontecimentos...
Quantas vezes a História se repete? Quantos Judas existem neste mundo? Quantos julgamentos são injustos? Porventura, fazemos, hoje em dia, escolhas inadequadas, preferindo “Barrabás” aos “bons”?
Questionarmo-nos desta forma faz-nos compreender o nosso Mundo, as situações por que passamos e a diferenciar Deus da culpa dos Homens.
Em miúda, dei por mim a pensar e se Jesus Cristo mentisse, cruzasse os dedos, negasse quem era e depois de solto fazia o que queria? Qual o efeito disto? Nos dias de hoje, muitos classificariam esta atitude de inteligente e sábia.
Hoje compreendo que Deus, através da morte e ressurreição de seu filho, Jesus Cristo, mostra-nos que esta vida não é um vale tudo. Que existem valores que temos de defender. E que mesmo que sejamos abandonados por todos, há sempre alguém em quem podemos confiar – Deus.

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